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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

4a Etapa da Copa Mitsubishi Motors 2009


Largada da 2a regata. Jazz camba para São Sebastião enquento o Orson segue o ASA em direção a Ilhabela

O Orson prepara a montagem e a subida de balão


Orson na 2a regata já na ponta voltando de balão.

Este fim de semana tivemos na ilha as regatas barla sota da 4a etapa da Mitsubishi Cup. A classe ORC internacional estava meio desfalcada com a ausencia do Touche e do Loyal. O primeiro, campeão por antecipação,e o segundo, sem chances de alcançar o Orson, preferiram se preparar para a viagem para a Argentina e Uruguai, que vamos todos fazer breve, para correr o Circuito do Atlantico Sur em Punta del Este.
Mesmo assim estavamos nós, o Montecristo, o Jazz, que retorna depois de se ausentar na 3a etapa, e o ASA Aluminio que não corria na ilha desde a RISW.
A primeira regata foi atrasada umas 2 horas por falta de vento, mas, quando já achavamos que só iamos boiar e já tinhamos consumido, antes da hora, toda a cerveja de bordo, entrou um NE de uns 10 nós e deu para fazer uma bela regata.
A linha favorecia fortemente a boia e resolvemos largar vela direita. Depois de passarmos por varias popas, pois varios barcos resolveram ir para a boia, conseguimos um buraco e largamos bem, um pouquinho atrasados, mas para o lado favorecido. O vento não estando Leste, não valia muito a pena ir muito longe para o lado da ilha e cambamos para o centro da raia, onde o vento estava um pouco mais firme. Estavamos seguindo o ASA de perto, o Montecristo abriu um pouco e o Jazz, que tinha largado bem, esticou demais para o lado da ilha e ficou para tras.
No popa o vento caiu para uns 7 nós. Nós seguimos, ligeiramente mais arribados, os dois barcos maiores, que tem spis assimetricos. O Jazz jaibou para o outro lado da raia e atrasou-se mais, pois o vento caiu lá primeiro.
No segundo contravento o vento voltou a apertar e a entortar um pouco, com a formação de uma chuva do lado de Caraguá. O Montecristo aproveitou para se distanciar. Nós continuamos seguindo o ASA de perto enquanto abriamos mais ainda do Jazz.
Cruzamos antes de cair a chuva, uns 6 minutos atras do ASA e outros 6 a frente do Jazz. O Montecristo bem na frente, outros 6 minutos a frente do ASA. No corrigido isso resultou numa vitoria nossa sobre o ASA por 42 segudos, esse ganhou do Montecristo por 7 segundos, o Jazz ficou em 4o, mais de 5 minutos atras.

Domingo entrou sul e deu para fazer 2 regatas no canal. O vento estava com uns 15 nós, com rajadas um pouco mais fortes, baixando um pouco e torcendo só no final da segunda regata.
Na primeira largada chegamos um pouco cedo na linha e tivemos de parar, orçados pelo ASA, com isso escorregamos e abrimos espaço para o Jazz e o Montecristo que passaram, entre nós e a comissão, babando e dando uma ótima largada. Nós arribamos, pegamos velocidade e seguimos em direção a ilha, atras do ASA. Eles logo deram o bordo para São Sebastião, nos deixando livres. Ao passar junto a boia amarela da vila, vimos que a maré estava bem mais fraca e resolvemos seguir pelo lado da ilha, que parecia ter uma rajada mais favorecida do que o que predominava a direita da raia. A aposta pagou, quando chegamos no bordo de aproximação da boia convergimos com o Jazz e cambamos paralelos com ele na lay line, conseguindo fazer a boia logo a sua frente. Fizemos a boia limpamos a casa e jaibamos para o meio do canal, enquanto o Jazz continuou um pouco mais no lado da ilha. O ASA e o Montecristo estavam perto, e seguimos no seu encalço, muito rapido, com a corrente e o vento que nos punham no lay line sem necessidade de outro jibe. Fizemos a boia muito perto do ASA e fomos, dessa vez, junto com ele para o lado de São Sebastião, pois agora o vento tinha apertado daquele lado e a direção tinha igualado com o lado da ilha. Fizemos um ótimo contravento não deixando o ASA escapar. O Montecristo passou o lay line perdendo uma boa distancia. Com o vento agora por igual fizemos um jibeset para ir direto para o meio do canal. Cruzamos 2 minutos e meio atras do ASA e 6 atras do Montecristo. O Jazz nos seguiu uns 2 minutos e meio atras. No corrigido vencemos, com o Jazz em segundo, 2:25 minutos atras, O ASA perdeu para o Jazz por 5 segundos e ficou em terceiro, ficando o Montecristo em 4o outros 2:15 atras.

A segunda largada foi boa, com velocidade, mas o Jazz, novamente, saiu melhor por cima e foi o primeiro a cambar para São Sebastião. Nós esperamos os grandes que estavam por cima irem e cabamos passando pela proa dos menores. Cruzamos com o Jazz já do outro lado do canal vindo e cambamos paralelos com ele bem próximos e começamos um duelo de velocidade. Ele se manteve por alguns minutos, mas aos poucos foi perdendo, até que caiu na popa e cambou. Nós estavamos com muita velocidade e bem proximo do lay line, então seguimos em frente atrás do ASA. Antes da boia o vento começou a cair e a torcer. Fizemos a boia e era um través apertado para a boia de sota e la fomos nós muito proximos do ASA.
Chegando na boia, havia uma instrução de mudança de percurso encurtando para a boia laranja dos barcos menores, mais proxima e melhor posicionada na nova direção do vento. Alem disso a juria estava dando a largada para outra classe, dessa forma nós, por alguns segundos, com adrenalina a mil, conseguimos cruzar vela direita a frente da flotilha largando. O Jazz, que vinha uns bons 40 segundos atras, teve que negociar a passagem pelo meio da flotilha com preferencia. Ufa!!!!! No meio de muitos gritos e Deus nos acudam e zigue zagues, conseguiram passar sem ter que cambar nem abalroar ninguem, mas quase que matam a Valeria e o Ralph de aflição.
A boia laranja chegou rapido, de novo um jibe set e direto para a chegada. Cruzamos a uns 2:45 do ASA e a uns 5 minutos do Montecristo. O Jazz, que perdeu algum tempo na confusão e para recobrar o sangue frio, chegou pouco menos de 2 minutos atras. No corrigido ganhamos do Jazz por 1:40 O ASA ficou outro minuto atras do Jazz em 3o e o Montecristo em 4o com outro minuto e quarenta atras.
Enfim um fim de semana que tudo deu certo para nós. O tempo muito melhor do que a previsão de chuva e pouco vento, permitiu tres regatas muito agradaveis. A tripula funcionou as mil maravilhas, resultando em 3 vitorias. Agora só resta esperar pela volta a ilha a semana que vem. Espero que o tempo ajude.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Terceira Etapa da Copa Mitsubishi Motors Circuito de Ilhabela de Vela de Oceano

O Orson se despedindo do farol dos moleques

Sabado passado corremos, em protesto ao desastrado projeto de expansão do porto de São Sebastião, a regata de percurso "Despedida do Farol dos Moleques". O projeto de expansão do porto, onde se preve a implantação de um gigantesco terminal de containers, com um enorme impacto sobre a estrutura viaria e sobre o proprio uso multiplo do Canal de São Sebastião, está colocando a comunidade e particularmente os velejadores, que sempre buscaram seu uso sustentavel, em polvorosa. O projeto preve que o farol dos moleques, marco tradicional da entrada sul do canal, seja engolido pelo novo terminal.

A regata foi boa, com um ventinho sul de 10 a 15 nós, sendo que na parte final da regata o vento apertou um pouco e a corrente de sul tambem aumentou bastante e acabou por ter um papel significativo nos resultados.
Largamos as 12:30, todas as classes juntas. Depois de um aperto junto a juria, a um minuto do tiro, quando o Jilick entrou de paraquedista e quase pos tudo a perder, acabamos por largar bem, com velocidade. Isso permitiu que cruzassemos vela direita, a frente da flotilha, quando cambamos para São Sebastião e passassemos folgado a frente do navio que estava estacionado ali perto. O Sessentão ia a frente andando bem, seguido pelo Montecristo e o Touche disputando entre si a dianteira, nós menores, vinhamos logo atras, abrindo rapido do resto da flotilha.
Já do lado de São Sebastião começamos a bordejar junto ao raso. O Sessentão, menos manobravel, pegou mais corrente e começou a atrasar, deixando o Montecristo e o Touche disputando a ponta, enquanto nós encostavamos.
Passamos o pier da Petrobras e a regata seguiu sem novidades até o farol. O primeiro a contornar foi o Touche, seguido do Montecristo, mais atras o Sessentão e um pouco mais atras o Orson. A diferença entre nós e o Touche não era pequena mas era proxima da diferença de rating (os outros dois são muito grandes e pagam muito, tendo poucas chances contra nós).
Na volta de balão encostamos nos dois grandes que demoraram para jaibar e encostaram na ilha, nós jaibamos no meio do canal, com mais corrente favoravel, e seguimos o Touche, que continuou abrindo. Bem atras vinham com mais vento o Jilick e um bando de Delta 32 e o Optimistic. Fizemos e seguimos os ponteiros para o lado da Ilha, o mesmo fez o Jilick atras de nós, mas os deltas foram para o raso em São Sebastião, onde a correnteza é menor.
Este era o lado correto, pois a correnteza tinha aumentado significativamente e nós não aproveitamos nossa única chance de alcançar o Touche no corrigido.
O Touche ganhou sem problemas mais de 1 minuto e meio a nossa frente no corrigido. Nós ficamos em segundo e o Montecristo em terceiro bem atras (o Sessentão não está medido). Os deltas que acertaram o lado se deram bem o Fantasma que ganhou a ORC 600 e o Realizado que chegou em segundo, cruzaram encostados no Jilick que até ali estava longe na dianteira; o Asbar ficou em 3o. Os deltas da RGS tendo acompanhado os da orc ganharam a classe, o Anequim ficou em primeiro seguido do Blue Too e BL3 (esse corrigiu em segundo).
A regata foi boa mas sofremos muito por não ter nenhum parametro, pois os barcos velejaram ou muito a nossa frente (muito maiores) ou muito atrás e é dificil velejar assim. O Jazz e os Beneteau 40.7 e até mesmo o Sony e o ASA, que apesar de racers velejam mais perto de nós, fizeram muita falta na raia.
No domingo com muita chuva e pouco vento as regatas foram canceladas. Ficando só a festa e a entrega de premios. Na nossa classe ficou sem novidades, ganhou o Touche, seguido do Orson e do Montecristo. Na ORC club ganhou o Realizado, seguido do Fantasma e do Optimistic. Na RGS ganhou o Jilick seguido do Anequim e do Jambock.

Bom agora é se preparar para a Santos Rio e o Circuito para ver se ganhamos dos Beneteau cariocas.


Tripulação do Touche e do Orson recebendo os seus premios

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Terceira Etapa da Copa Mitsubishi Motors Circuito de Ilhabela de Vela de Oceano


Nas fotos Sessentão persegue o Touche de balão e o Orson atras deles.

Este sabado iniciou-se a terceira etapa da Copa Mitsubishi Motors. Com vento de leste, variando entre 12 e 20 nós de velocidade, as regatas foram disputadas fora do Canal de São Sebastião, próximo à Ponta das Canas, no norte da ilha. As provas começaram com sol, enfrentaram nuvens pesadas e uma rápida garoa para atenuar o dia abafado. A organização recebeu a inscrição de 34 barcos.
A classe orc internacional, com a ausencia do Loyal e do Jazz, contava com poucos barcos: o Touche um BC 46, lider inconteste do Circuito e vice campeão da RISW, nós do Orson e o Timberland de Ubatuba, um cruzeiro rapido de 52 pés, usualmente fregues e a eles veio se juntar o Sessentão, de 60 pés, do comandante Alain Simon. Um cruzeiro rapido supermoderno, design Nacira, fabricado em Indaiatuba. O Sessentão não estava medido correndo experimentalmente.
O problema desta situação é que nós ficamos totalmente sem parametro, correndo contra o relogio, muito atras de veleiros bem maiores.
Demos duas largadas perfeitas na boia e o resto da regata corremos atrás com algumas falhas de manobra. Na primeira regata já deu o esperado. O Touche na frente ganhou com folga no corrigido (3 minutos), nós ficamos em segundo, mas bem atras e o Timberland em terceiro, chegou na nossa frente mas perdeu longe no corrigido. O Sessentão andou atras Timberland. Na 2a regata o vento aumentou e o Sessentão conseguiu chegar na frente do Touche e teve uma bela disputa com o Timberland que andou na frente parte do tempo, mas acabou superado pelo Touche. Nesta regata ganhou o Touche no corrigido com uma vantagem menor (1 minuto), nós ficamos novamente em segundo e o Timberland em terceiro.
No domingo voltamos a disputar duas regatas com vento de leste, variando entre 10 e 16 nós, próximo à Ponta das Canas. As regatas foram parecidas com as do sabado. Nós demos novamente boas largadas na boia, logo cambando para a direita. Na primeira cruzamos na proa do Touche, mas tivemos que arribar para dar água para os dois grandes. Decidimos grudar no Touche, que não conseguiu se livrar de nós na primeira volta e tentar segui-lo de perto e contar com o nosso rating para tentar ganhar ao menos uma regata. Dessa vez deu pelo meio e o Timberland e o Sessentão chegaram primeiro na boia depois foi a vez do Touche e nós muito perto. Mas erramos a subida do balão e perdemos muito tempo, quando começamos a andar eles tinham todos descolado.
Ganhou novamente o Touche com cerca de 3 minutos de diferença para nós e o Timberland corrigiu bem atrás. A ultima regata foi uma repeticção com um pouco mais de vento da primeira.
No próximo fim de semana temos mais um barla sota e a regata de percurso dos moleques dentro do canal. Espero que dê para surprender o Touche porque assim está ficando um pouco monotono.

Para quebrar a monotonia vai um filme que não tem nada a ver com a Mitsubishi cup
É do Matador, TP52 em Cartagena na MedCup. Primeiro uma orsa com muito mar, depois uma baloada e por fim uma manzada na tirada do balão que é transformada numa pescaria cara.