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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

4a Etapa do Circuito Ilhabela 2009 - Regata Peter Blake


Montecristo tomando agua em mar de quase 3 metros

Orson e Jazz cruzando a linha com um minuto de diferença depois de 6 horas de regata

largada da volta a ilha

Neste sabado corremos, com muito mar e ventos de E a SE de 10 a 23 nós, a regata Peter Blake Volta a Ilha, a regata longa (52 M) desta última etapa do Circuito Ilhabela. Veio se agregar a nossa flotilha da semana passada e ameaçar as chances do Montecristo de fita azul, o BC 47, Land Rover.
Na Largada na Ponta das Canas, dada com meia hora de atraso, as 11 horas, o vento estava de NE (abraçador)de uns 14 nós e com forte correnteza de sul.
Largamos com velocidade, um pouco abaixo da flotilha e logo cambamos para a Ponta das Canas, junto com o LandRover, que bem maior, logo começou a abrir. O ASA, por baixo de nós, tambem nos ultrapassou, bem junto a Ponta. O Montecristo seguiu muito em frente com a correnteza e passou bem por fora da ponta, agora tendo enfrentar de frente a correnteza que abraçava a ilha. O Jazz nos seguia de perto, um pouco atrás. Na medida que saímos do canal, o vento rodou para Leste e depois, já na altura do Poço, se estabeleceu de SE e a correnteza abraçadora aumentou. Resolvemos orçar bem junto a ilha, tomando altura com bordos curtos. O Montecristo passou por fora, enquanto nos acompanhavam a distancia o Jazz e o 40.7, Fram. Em um desses bordos, no momento da rondada para SE, o Jazz e o Fram alongaram demais o bordo e perderam contacto conosco, ficando para trás.
Nessa altura, já na sombra da Ilha de Buzios, o vento caiu um pouco e o mar começou a subir muito, com ondas de mais de 2 metros. O vento logo voltou para os mesmos 15 nós, depois da ilha da Serraria e o mar continuou a aumentar. Viamos, de longe, o Montecristo, que alcançara o Landrover, se aproximar da ponta próxima ao Sombrio e o ASA, mais atras, a 2/3 do caminho. O Jazz e o Fram, mais atras, nos seguiam a alguma distancia. Já na frente, na altura da Sepituba, o Montecristo descobriu que, com o mar grosso que a cada onda cobria a sua proa, estava fazendo agua pela abertura do gurupes. Tendo já tomado mais de 5000 litros de agua, foi obrigado a tomar a decisão de abandonar a regata e retornar. O Landrover, logo subiu o spi e desapareceu atras da Ponta do Boi, enquanto avançavamos em um mar de ondas bem curtas e altas (alguamas de quase 3 metros). Alguns minutos depois foi a vez do ASA de subir o spi e tambem desaparecer.
Na Sepituba o vento começou a aumentar e nós arribamos para o Boi. O Jazz nos seguia a um bom quarto de milha atras. Pouco antes do Boi subimos o balão e começou a baloada desenfreada. Como sempre acontece naquelas paragens, o vento subiu para uns 24 nós e nós, com adrenalina la em cima, pegavamos interminaveis jacarés naquelas ondas enormes. A cada tantas ondas, numa maior que se combinava com a rajada, planavamos com a proa toda fora d´água, lançando jatos de espuma perto da popa, a mais de 13 nós de velocidade. O Jazz virou a ponta e já vinha nos seguindo de balão, acompanhando bem a nossa velocidade. Depois de uma boa meia hora de muita adrenalina, vimos o Jazz jaibar para a ilha em direção ao Bonete. Pensamos em segui-lo, mas não, a baloada estava perfeita e a tatica de seguir junto a ilha raramente vale a pena, pois o vento costuma acabar la perto do Navayorqui, encoberto pelas montanhas. Melhor seguir por fora. Continuamos por fora, só jaibando no lay line da Ponta da Sela e mesmo assim nos mantendo bem abertos da terra, para nos manter afastados da esperada parada de vento. O Jazz vinha bem. Tinha mais vento lá do que haviamos previsto. Não parou no Novayorqui. O SE não ficava tão encoberto pelas montanhas. Estava definitivamente com menos vento e mais lento, mas se não parasse ia ter que percorrer uma distancia muito menor do que nós. Menor o suficiente para comer a nossa vantagem.
Vimos em fim, bem longe na frente, o Landrover sem balão entrando no canal, com pouco vento pelo lado de São Sebastião e o ASA orsando, completamente encalmado, do lado de cá do canal. Nossas duvidas pareciam resolvidas, o Jazz ia parar. Arribamos ainda mais para nos afastar de terra e da parada de vento.
O Jazz porem não parou na primeira ponta, nem na segunda, só foi parar lá junto da Sela e la ficou boiando ainda de spi na última ponta para a entrada do canal.
Quando nós achamos que tinhamos contornado a parada de vento, tiramos o balão e começamos a orçar para o centro do canal. Tudo ia bem, já estavamos entrando no canal pelo meio, com a correnteza a favor e a chegada a vista e no lay line, quando o vento tambem parou para nós e ficamos nós e o Jazz boiando sem vento por uns bons 20 minutos a menos de meia milha da linha. Enfim uma rajada do canal (NE) entrou, nós já orçando, a pegamos primeiro, mas ela logo pegou tambem o Jazz, que tambem já vinha se preparando para ela, e começamos os dois a nos mover em direção a linha. Nós vinhamos mais orçados e de um pouco mais longe e eles mais arribados e com um pouco menos de distancia a percorrer. Logo deu para ver que eles cruzariam na frente. O Jazz cruzou um minuto na nossa frente, na mais rapida volta a ilha da historia. O Landrover que foi fita azul a fez em aproximadamente 5:15 horas.
No tempo corigido o Jazz, que tem rating melhor que nós, ficou dois minutos na nossa frente, ganhando a regata. Nós ficamos em segundo ganhando do Landrover por tres minutos e meio e do ASA por sete minutos.
Foi uma linda regata, cansativa, com muito mar e quase 6 horas de regata de muita adrenalina. Foi um belo treino para Punta del Este.
O Jazz está de parabens. Velejou muito bem, fez uma aposta arriscada e conseguiu tirar proveito dela.
Com esse resultado nós vencemos a 4a Etapa e ficamos em segundo no Circuito Ilhabela de Vela de Oceano 2009, que foi vencido por antecipação pelo Touche. O Loyal ficou em terceiro. Nós tres nos encontraremos de novo breve representando o Brasil no Circuito Atlantico Sur em Janeiro e talvez tenhamos a boa surpresa de ter lá tambem o mais novo irmãozinho Malbec, o Lucky II.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Terceira Etapa da Copa Mitsubishi Motors Circuito de Ilhabela de Vela de Oceano

O Orson se despedindo do farol dos moleques

Sabado passado corremos, em protesto ao desastrado projeto de expansão do porto de São Sebastião, a regata de percurso "Despedida do Farol dos Moleques". O projeto de expansão do porto, onde se preve a implantação de um gigantesco terminal de containers, com um enorme impacto sobre a estrutura viaria e sobre o proprio uso multiplo do Canal de São Sebastião, está colocando a comunidade e particularmente os velejadores, que sempre buscaram seu uso sustentavel, em polvorosa. O projeto preve que o farol dos moleques, marco tradicional da entrada sul do canal, seja engolido pelo novo terminal.

A regata foi boa, com um ventinho sul de 10 a 15 nós, sendo que na parte final da regata o vento apertou um pouco e a corrente de sul tambem aumentou bastante e acabou por ter um papel significativo nos resultados.
Largamos as 12:30, todas as classes juntas. Depois de um aperto junto a juria, a um minuto do tiro, quando o Jilick entrou de paraquedista e quase pos tudo a perder, acabamos por largar bem, com velocidade. Isso permitiu que cruzassemos vela direita, a frente da flotilha, quando cambamos para São Sebastião e passassemos folgado a frente do navio que estava estacionado ali perto. O Sessentão ia a frente andando bem, seguido pelo Montecristo e o Touche disputando entre si a dianteira, nós menores, vinhamos logo atras, abrindo rapido do resto da flotilha.
Já do lado de São Sebastião começamos a bordejar junto ao raso. O Sessentão, menos manobravel, pegou mais corrente e começou a atrasar, deixando o Montecristo e o Touche disputando a ponta, enquanto nós encostavamos.
Passamos o pier da Petrobras e a regata seguiu sem novidades até o farol. O primeiro a contornar foi o Touche, seguido do Montecristo, mais atras o Sessentão e um pouco mais atras o Orson. A diferença entre nós e o Touche não era pequena mas era proxima da diferença de rating (os outros dois são muito grandes e pagam muito, tendo poucas chances contra nós).
Na volta de balão encostamos nos dois grandes que demoraram para jaibar e encostaram na ilha, nós jaibamos no meio do canal, com mais corrente favoravel, e seguimos o Touche, que continuou abrindo. Bem atras vinham com mais vento o Jilick e um bando de Delta 32 e o Optimistic. Fizemos e seguimos os ponteiros para o lado da Ilha, o mesmo fez o Jilick atras de nós, mas os deltas foram para o raso em São Sebastião, onde a correnteza é menor.
Este era o lado correto, pois a correnteza tinha aumentado significativamente e nós não aproveitamos nossa única chance de alcançar o Touche no corrigido.
O Touche ganhou sem problemas mais de 1 minuto e meio a nossa frente no corrigido. Nós ficamos em segundo e o Montecristo em terceiro bem atras (o Sessentão não está medido). Os deltas que acertaram o lado se deram bem o Fantasma que ganhou a ORC 600 e o Realizado que chegou em segundo, cruzaram encostados no Jilick que até ali estava longe na dianteira; o Asbar ficou em 3o. Os deltas da RGS tendo acompanhado os da orc ganharam a classe, o Anequim ficou em primeiro seguido do Blue Too e BL3 (esse corrigiu em segundo).
A regata foi boa mas sofremos muito por não ter nenhum parametro, pois os barcos velejaram ou muito a nossa frente (muito maiores) ou muito atrás e é dificil velejar assim. O Jazz e os Beneteau 40.7 e até mesmo o Sony e o ASA, que apesar de racers velejam mais perto de nós, fizeram muita falta na raia.
No domingo com muita chuva e pouco vento as regatas foram canceladas. Ficando só a festa e a entrega de premios. Na nossa classe ficou sem novidades, ganhou o Touche, seguido do Orson e do Montecristo. Na ORC club ganhou o Realizado, seguido do Fantasma e do Optimistic. Na RGS ganhou o Jilick seguido do Anequim e do Jambock.

Bom agora é se preparar para a Santos Rio e o Circuito para ver se ganhamos dos Beneteau cariocas.


Tripulação do Touche e do Orson recebendo os seus premios

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Terceira Etapa da Copa Mitsubishi Motors Circuito de Ilhabela de Vela de Oceano


Nas fotos Sessentão persegue o Touche de balão e o Orson atras deles.

Este sabado iniciou-se a terceira etapa da Copa Mitsubishi Motors. Com vento de leste, variando entre 12 e 20 nós de velocidade, as regatas foram disputadas fora do Canal de São Sebastião, próximo à Ponta das Canas, no norte da ilha. As provas começaram com sol, enfrentaram nuvens pesadas e uma rápida garoa para atenuar o dia abafado. A organização recebeu a inscrição de 34 barcos.
A classe orc internacional, com a ausencia do Loyal e do Jazz, contava com poucos barcos: o Touche um BC 46, lider inconteste do Circuito e vice campeão da RISW, nós do Orson e o Timberland de Ubatuba, um cruzeiro rapido de 52 pés, usualmente fregues e a eles veio se juntar o Sessentão, de 60 pés, do comandante Alain Simon. Um cruzeiro rapido supermoderno, design Nacira, fabricado em Indaiatuba. O Sessentão não estava medido correndo experimentalmente.
O problema desta situação é que nós ficamos totalmente sem parametro, correndo contra o relogio, muito atras de veleiros bem maiores.
Demos duas largadas perfeitas na boia e o resto da regata corremos atrás com algumas falhas de manobra. Na primeira regata já deu o esperado. O Touche na frente ganhou com folga no corrigido (3 minutos), nós ficamos em segundo, mas bem atras e o Timberland em terceiro, chegou na nossa frente mas perdeu longe no corrigido. O Sessentão andou atras Timberland. Na 2a regata o vento aumentou e o Sessentão conseguiu chegar na frente do Touche e teve uma bela disputa com o Timberland que andou na frente parte do tempo, mas acabou superado pelo Touche. Nesta regata ganhou o Touche no corrigido com uma vantagem menor (1 minuto), nós ficamos novamente em segundo e o Timberland em terceiro.
No domingo voltamos a disputar duas regatas com vento de leste, variando entre 10 e 16 nós, próximo à Ponta das Canas. As regatas foram parecidas com as do sabado. Nós demos novamente boas largadas na boia, logo cambando para a direita. Na primeira cruzamos na proa do Touche, mas tivemos que arribar para dar água para os dois grandes. Decidimos grudar no Touche, que não conseguiu se livrar de nós na primeira volta e tentar segui-lo de perto e contar com o nosso rating para tentar ganhar ao menos uma regata. Dessa vez deu pelo meio e o Timberland e o Sessentão chegaram primeiro na boia depois foi a vez do Touche e nós muito perto. Mas erramos a subida do balão e perdemos muito tempo, quando começamos a andar eles tinham todos descolado.
Ganhou novamente o Touche com cerca de 3 minutos de diferença para nós e o Timberland corrigiu bem atrás. A ultima regata foi uma repeticção com um pouco mais de vento da primeira.
No próximo fim de semana temos mais um barla sota e a regata de percurso dos moleques dentro do canal. Espero que dê para surprender o Touche porque assim está ficando um pouco monotono.

Para quebrar a monotonia vai um filme que não tem nada a ver com a Mitsubishi cup
É do Matador, TP52 em Cartagena na MedCup. Primeiro uma orsa com muito mar, depois uma baloada e por fim uma manzada na tirada do balão que é transformada numa pescaria cara.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Regata do Camarão



A largada da Regata que contou com a participação de 39 embarcações no Canal de São Sebastião. Foto de Silas Azocar/PMI publicação Conexão Litoral

Regata do Camarão une festividade ao prazer de velejar

A tradicional Regata do Camarão, realizada no sábado 12, reuniu os amantes da vela em Ilhabela, num clima que era de confraternização e amizade. A regata que este ano está na sua nona edição, mais uma vez cumpriu o seu papel: proporcionar além do prazer de velejar, uma grande festa aos velejadores.
Realizada pela Diretoria Náutica da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação de Ilhabela com apoio do Pindá Iate Clube e BL3, a competição contou com a participação de 39 embarcações das classes Oceano e Monotipos. A largada da regata foi feita em frente ao píer da Vila, ás 13h, onde largaram primeiramente os barcos da classe Oceano, e em seguida, os de Monotipos.
Os barcos de Oceano tiveram que contornar uma bóia localizada em frente à Praia do Perequê e em seguida, contornar outra bóia, desta vez em frente à Praia do Sino, retornando para o local de chegada, em frente ao píer da Vila. O vento durante a regata era constante, entre 10 e 15 nós, o que aumentou a competitividade entre os barcos.
A classe de Monotipos teve que cumprir somente parte do percurso, contornando somente a bóia da Praia do Perequê e retornando ao local de chegada. Nesta classe, a maioria dos velejadores era composta pelos alunos da Escola de Vela, tanto para as crianças como para os adultos, que aprovaram a regata.
"Esta foi a minha primeira regata e gostei muito. Ilhabela, pela primeira vez, está dando a oportunidade para nós, adultos, de poder aprender a velejar e participar desta modalidade tão fascinante que é a vela”, declarou o fotógrafo Luis Daniel, aluno da Escola de Vela para Adultos.
Edmar Alves, que está a frente da Diretoria Náutica da Prefeitura de Ilhabela declara que o objetivo principal é popularizar a vela, e cita como exemplo que as aulas de Vela são compostas por funcionários públicos, recepcionistas de hotel, médicos, aposentados, fotógrafos, secretárias e outras profissões, que enxergam na vela, uma modalidade a ser explorada.
"Nossa idéia é cada vez mais incentivar a vela no município, popularizando-a, dando apoio e suporte às pessoas que querem iniciar na vela e proporcionar eventos como este para que barcos saiam de suas poitas e possam participar de regatas”, declarou o diretor náutico, Edmar Alves.
Estiveram presentes na regata, a bordo do veleiro Orson, o prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci e o ex-prefeito de São Sebastião, Juan Garcia. “Foi uma bela regata, onde mais uma vez, pudemos reforçar a vocação náutica que Ilhabela tem para a vela”, declarou o prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci.
Após a regata, foi feita a Cerimônia de Premiação no Pindá Iate Clube, reunindo os velejadores numa grande festa de confraternização entre os participantes com a tradicional Canoa de Cerveja e como o nome da regata já diz: um belo “Coquetel de Camarão”.
Resultado da 9ªRegata do Camarão

Bico de Proa a: 1o Newport, 2o Kella Wee, 3o Ventania
Bico de Proa b: 1o Flyer, 2o Clipper, 3o Shagdu
RGS: 1o Oceano, 2o Matrix ,3o Palmares
ORC club: 1o Pimenta, 2o Alegria
ORC Internaonal: Orson
Delta 32:1o Oceano,2o Matrix,3o Asbar
Optimist:1o Helio Barreto, 2o Mateus Nunes, 3o San
Holder: 1o Jonas Muro, 2o Murilo Dinis, 3o Alison Silva
Snipe: 1o Edson e Edmar Barros, 2o Bruno e Ricardo
Lightning: Marcela, Fernanda, Minga, Robson e Marcão
HC 14: Feliciano
A Cat: Gaby
Barco azul: Ronion, Daniela, Luiz Daniel, Maria Vilma

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Regata Santos Ilhabela 2009

A foto de Carlo Borlenghi é da Sardenha, mas faço votos para que sejamos brindados com um dia igual.


Regata Santos Ilhabela

Pela primeira vez em muitos anos, institui-se uma nova regata oceânica (as últimas foram a Alcatrazes por Boreste e a volta a Ilhabela)com boas chances de colar. Vem aí a Regata de Vela Oceânica Santos-Ilhabela.
A largada será no dia 29 de agosto, ao meio-dia, na Ponta da Praia, em Santos, com chegada na Ponta da Sela, em Ilhabela. Com um percurso de mais de 50 milhas em uma região do litoral muito nossa conhecida, pois é o mesmo da primeira parte da Santos-Rio, coloca a nossa flotilha novamente em contacto com o mar aberto, em preparação para este clássico da vela oceânica. Esperamos que as condições metereológicas ajudem.
A organização é das prefeituras de Santos e Ilhabela, Marinha do Brasil e Yacht Clube de Santos (YCS). A data do evento, neste ano, acabou coincidindo com o Campeonato Paulista em Ubatuba, cuja semana tradicional costuma ser no 1º semestre, dividindo a flotilha. Na próxima edição seria bom fazer com que as datas dos eventos evitassem essa coincidência e com a tradicional Semana de Vela de Niterói, que normalmente é o clássico circuito oceânico do 7 de setembro. A chegada dos velejadores a Ilhabela deverá coincidir com o 14º Festival do Camarão e a premiação será realizada no domingo (30/8), no espaço destinado ao festival, na Vila.

O Orson estará lá! Espero que na frente.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Regata do Jabaquara




Na foto a praia do Jabaquara lotada de competidores prontos para a festa


Regata do Jabaquara

Apesar de nosso treino ter ido para o espaço por um "forfait" generalizado dos tripulantes (O Dieguinho e o Guilherme ainda estão no mar trazendo barcos do sul, o Gonzalo e o Alberto não puderam descer) a 1ª Regata do Jabaquara foi um absoluto sucesso.

O tempo meio chuvoso da manhã abriu e entrou o lestinho esperado. Apenas a corrente surpreendeu, pois a aproximação de nova frente trouxe uma forte corrente de sul, que com o vento de NE e Leste levantou uma certa ondulação na saída do canal. Isso mudou o caminho ideal a ser percorrido – em vez de perto das pedras, ficou mais para o meio do canal.

A largada em frente à vila foi retardada uns 15 minutos e foi dada, para todos os barcos, as 12 45, com vento NE de uns 12 nós. Com a forte correnteza precisava tomar muito cuidado para não estourar a linha, alem de evitar os catamarãs (Hobies 16 , Nacras e Tornados), que tem um ângulo de orsa totalmente diferente do nosso. Largamos bem, junto à bóia e seguimos para o meio do canal acompanhados do Maria Preta, que largou um pouco atrás e mais para o meio da linha. O Fram, com a tripulação reforçada pelo pessoal do Fantasma e alguns do Jazz, largou mais perto da terra e optou, ao menos no começo, pelo lado da ilha, dando o bordo em direção ao YCI.

O Maria Preta, que ficou por baixo de nós, com menos altura, mas com mais linha dagua, foi nos alcançando aos poucos e foi o primeiro a atingir o limite do canal e dar o bordo. O Orson ainda na frente, comigo, o Edmar, a Chri, o Marcão e o Bruno, deu o bordo logo em seguida, mantendo a marcação. O vento mais firme já estava em uns 15 nós. O Fram perdeu um pouco, junto à ilha, com menos vento e bem atrás, cambou para o meio do canal, cruzando, distante, as nossas popas, indo para o limite do canal. Mesmo marcado o Maria Preta, orçando menos, aproveitou sua velocidade de casco maior e o reforço do vento e nos ultrapassou por sota. Nessa altura o Fram também cambou, assumindo rumo paralelo ao nosso.

Como essa regata era sem rating, realizamos que no sprint nós íamos perder para o Maria Preta e provavelmente para o Fram, que já estava encurtando a distancia e resolvemos explorar as rajadas junto à ilha e a virada do vento para Leste na saída do canal. Demos o bordo em direção ao fim da praia da Armação, no que fomos seguidos pelo Fram, mais para traz. O Maria Preta continuou em frente em seu rumo para fora do canal. Chegamos junto à ilha e demos o bordo. O vento estava instável, mas mais forte, uns 17 nós com algumas rajadas de 20 e até 25 junto às Canas. O Fram chegou junto à ilha, mais para traz, na altura do Pinto e deu o bordo para o meio do canal novamente. Nós chegamos na faixa de vento mais forte e cambamos de volta para a ilha para passar bem junto às Canas e pegar as rajadas mais fortes e a rondada para Leste. A tática rendeu, tínhamos ultrapassado o Maria Preta. O Fram, que de forma menos radical, fez o mesmo caminho, tinha encostado nele. Começamos a bordejar junto a ilha, mantendo-nos por dentro e a frente dos dois adversários maiores.

Passada a Ponta das Canas o vento voltou a cair, primeiro para uns 15 nós e depois para uns 12 e tanto o Fram, mais por fora, quanto o Maria Preta, estavam com vantagem de velocidade. A única saída era atraí-los para um duelo de bordos junto as pedras, apesar de estarmos com uma catraca quebrada. Perto da Pacuiba, lá fomos nós para as pedras. O Maria Preta sabiamente evitou vir atrás e deu um bordo para fora para marcar o Fram e ir direto para o lay line externo da bóia de chegada. Nós ganhamos distancia com as rajadas junto às pedras, mas a ponta de pedra antes do Jabaquara, fazia com que não houvesse um lay line interno. Tínhamos que dar o bordo e contornar a ponta para chegar à linha de chegada e o Maria Preta vinha no Lay line externo com tudo e mais atrás também o Fram. Não dava mais para ganhar! Cruzamos a popa do Maria Preta e demos o bordo para a linha, ainda na frente do Fram, que estava um pouco atrasado.

Não vi os tempos, mas creio que chegamos a menos de 1 minuto do Maria Preta e talvez 2 minutos a frente do Fram. Um duelo excitante, de pouco mais de uma hora, num vento perfeito e suficiente adrenalina para limpar as teias de aranha de 3 meses de inatividade. Lá vamos nós para festa.

O bar do Jabaquara e os organizadores ofereceram uma festa bárbara, com direito a musica ao vivo, dança, canoa de cerveja e a indefectível Cuba Libre, com coca da canoa e rum dos pagadores de apostas. Tudo acompanhado de algumas emoções no desembarque dos botes (rebentação, molhação e alguns celulares perdidos) e arrasto de ancora do Orson. Isso tudo coroado, com a suprema manzeira, de uma pane seca no mesmo, na hora de voltar. Ao menos isso nos permitiu uma bela velejada noturna e uma atracação sem maiores percalços, graças à ajuda do reboque final do Fram, quando o vento acabou.

Agora, em duas semanas, em fim com toda a tripulação reunida, devemos ir para o verdadeiro treino - o warm up. Treino nada pessoal! dessa vez já é para valer. Maisaaahhhh!!!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

De um velejador e amante da vida para outro
Posted by Trap on Monday, December 22, 2008

Beto amigo, o azul enlutado, o corpo pesado,
a alma leve, pairando no ar. No vento da ilha, na ponta das canas,
nós continuaremos juntos a velejar no teu bafo,
a amar teus amores, a gozar os teus gozos.
Até que, orçando no vento, em um breve momento,
nos reencontremos todos, nas águas do criador.