quarta-feira, 15 de julho de 2009

Rolex Ilhabela Sailing Week 2009






Nas fotos a cima por Carlo Borlenghi a largada da primeira barla sota, por Thomas Kremmer o Orson chegado a frente do Jazz na 2a regata; abaixo não é o Mediterraneo! é a a marina do YCI coalhada de veleiros inscritos na RISW fotografada por Paulo Lamblet.


3ª feira 7 de julho 2009-07-15

Regatas Barla Sota


Depois de um domingo de 7 horas no mar grosso com ventos fortes, tivemos na segunda o merecido lay day, com dia lindo e o leste comendo. Pena que este seria o melhor dia de vento na semana.
È bom também comentarmos aqui que nesse momento percebemos que a organização tinha mudado, como em , mas na outra direção, o critério de corte das divisões da orc internacional. A orc internacional 600 virou uma orc 570 (em floripa tinha virado 630). Essas mudanças sem critério nos prejudicaram muito em floripa e agora vão provavelmente prejudicar também o nosso resultado final. Foram jogados na nossa classe racers puros como o ASA Alumínio (ILC40), o Sony Hadicam ( Farr 42 one design), o Bomix (Farr 42 one design) e o Chivas (IMX40) nada menos que o vencedor da orc int 500 em Punta del Este, veleiros contra os quais temos, ao menos teoricamente, poucas chances.
Hoje , 3ª feira, relizamos, com vento, primeiro fraco (10 nós) e depois médio ( 12 a 15 nós) de NE virando para L, as duas primeiras barla sotas.
A largada estava marcada para as 12 00, a juria esperou uma boa hora de recon para montar a raia, para o NE, mais para longe da ilha doque o usual. Uma largada com chamada geral e na segunda lá fomos nós para o lado da ilha, depois de deixar passar alguns barcos grandes que nos cobriam. O barco estava andando bem em relação aos que vieram conosco, mas a flotilha se dividiu, indo um outro grupo para cima. O mais extremo de cima era o Jazz. Fomos até o lay line e cambamos para a bóia. No inicio parecia que tínhamos vantagem sobre os de cima, mas a rajada começou a entortar e rápido percebemos que tínhamos errado o lado. Vários dos grandes de cima fizeram a bóia e o Jazz cruzou bem na nossa frente com uns 3 barcos (Dourado 40.7 da escola naval e racers atrasados Bomix e ASA) entre nós. Na bóia invertemos as táticas. O Jazz montou jaibado, indo para a ilha e nós montamos indo para o lado de cima da raia, para tentar aproveitar o lado favorecido, que sabíamos que não era o que tínhamos vindo. O Don Quixote, muito perto para o seu rating, nos seguiu e o Audi, que tinha acertado o lado na vinda, ia já mais a frente. No popa abrimos um pouco do Don Quixote e agora pelo lado favorecido da raia, chegamos no Jazz. O Audi (ele chama Santa Claus mas desde Punta que acostumamos com o nome do patrocinador) continuava na frente inalcançável, andando muito no vento fraco com sua genoa 1 enorme.
No contravento cambamos para cima perto da bóia. Não íamos errar duas vezes o lado! O Jazz cambou mais longe a barla. Alguns bordos pelo centro da raia e chegamos no lay line. O Jazz tinha chegado um pouco antes e poderia ter cambado com vantagem, mas passou um pouco ficando sangrado a nossa barla e um pouco atrás. O Wiki wiki passou a nossa proa e cambou na frente do jazz. Com o vento sujo, nós abrimos um pouco do Jazz e fizemos a bóia antes. O vento já estava virando para o L no fim do contravento (favorecendo a nossa ultima orsa e permitindo nossa lay line adiantada) e porisso montamos jaibados, o Jazz nos acompanhou e chegamos menos do que 20 segundos a sua frente, um minuto e meio atrás do Audi e o Don Quixote vinha três minutos atrás.
O Don Quixote corrigiu na frente de todos, ficando em 5º na classe. O Audi que mede igual a nós, apesar dos seus 40 pes, garantiu um 7º e nós corrigimos 5 segundos a frente do Jazz, ficando em 11º, atrás do Wiki wiki e do Absoluto . Nossa! eu que achava que o 12º de Alcatrazes era resultado anormalmente ruim. Vamos ter que melhorar muito. A regata foi ganha pelo Ventaneiro, seguido do Sony Handicam, do Zeus e do Chivas.
A segunda regata foi feita logo em seguida com um pouco mais de vento. O L do último popa firmou. Demos uma boa largada seguindo em direção a ilha. O Audi de novo largou melhor e seguia a nossa frente um pouco a sota. O Jazz também vinha bem em rumo paralelo, atrás e a barla. Estávamos muito bem. Cambamos no lay line e o Jazz de novo passou um pouco, nos dando uma vanagem. Chegamos na bóia no meio dos 40.7s e montamos com um jibe set. Desastre! O balão enrroscou e enquanto desenrroscavamos a vela, tivemos de fazer alguns desvios radicais para evitar os barcos que chegavam, vela esquerda, no contravento. Enfim o balão encheu e baixamos a genoa. Tínhamos perdido uma posição e o Jazz tinha encostado, mas continuavamos andando bem. Seguimos em perseguição ao Audi, que mantinha uma boa vantagem. Foi uma boa baloada. Encurtamos um pouco a distancia do Audi e mantivemos o controle sobre o Jazz, na nossa popa. O Don Quixote, que no inicio nos preocupava, estava muito atrás. Chegamos na bóia para fazer a baixada com um jaibe. De novo nos enrrolamos na tirada do balão, abrindo espaço para um 40.7, que vinha perto, nos ultrapassar por dentro. Limpamos a manobra e seguimos de novo para o lado favorecido. Chegamos no lay line junto com o Wiki wiki e o Dourado. Demos o bordo e subimos para a boia espremidos entre os dois. O Wiki wiki de vento limpo fez a bóia e nós tivemos que dar um bordo curto, evitar o Dourado e fazendo a bóia e um jibe set perfeito passamos a controlar o Marlin, que já vinha perto atrás. Cruzamos em 8º, dois minutos atrás do Audi, que tinha ampliado a diferença, logo a frente do Marlin e um bom minuto a frente do Jazz.
O ASA ganhou esta regata, seguido do Chivas e do Absoluto (primeiro dos 40.7) . O Audi garantiu um 7º - dessa vez foi perto ! O Jazz 11º e o Don Quixote, com todo sua vantagem de rating, ficou em 12º . Em fim uma boa regata. A moral da tripula estava precisando. Agora é só melhorar um pouco as manobras e ganhar do Audi.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Rolex Ilhabela Sailing Week 2009


















Nas em cima em fotos de Carlo Borlenghi a largada e os competidores contornando Alcatrazes, ao lado Em foto de Thomas Kremmer o Orson voltando das ilhas e abaixo em fotos de Carlo Borlenghi o Cusy e o Patagonia voam em direção as ilhas, por fim o Patagonia chegando em Alcatrazes.







Regata de Alcatrazes por boreste

6 de Julho 2009

Ontem foi a regata de Alcatrazes. Dia maravilhoso mais de 200 barcos na raia correndo ou a Alcatrazes por boreste ou a regata de Toque Toque, dependendo da classe. A pevisão de ventão de leste e mar, já nos preparava para uma regata rápida (recorde de tempo) e dura.
A largada estava marcada para a 9 e meia, horário pouco civilizado para os padrões da vela, que costuma começar as regatas lá para o meio dia. Um bom vento de NE (uns 14 nós) já começava, porem, a se fazer sentir no canal, particularmente do lado de S Sebastião. A comissão levou uma meia hora para baixar a bandeira de retardamento e começamos o procedimento de largada.
Para nós a regata se definiu aí. Contando com vento para retornar e calculando que havia risco de estourar a linha numa largada de popa, demos uma curta volta de aproximação. Para nossa surpresa a rajada de NE parou e entrou bem fraquinha de NW. Ficamos sem vento e inteiramente encobertos pela flotilha, levando uns bons 15 minutos para largar e orçar em direção a São Sebastião, dando uma péssima largada. Muitos barcos caíram na mesma armadilha que nós, mas isto não foi consolo, quando em fim pudemos colocar o balão vimos nossos principais competidores, inclusive o Jazz, que por ser um barco igual nos serve muitas vezes de parâmetro, desaparecendo, com um bom vento, atrás do píer da Petrobras, aproximadamnte uma milha e meia a frente.
Colocamos o balão de popa e passamos a dar o maximo para alcançar a flotilha, brigando com alguns de nossos rivais argentinos, que também saíram atrasados (Chivas, Audi e Don Quichote) e alguns barcos rápidos da orc club o Katana (skipper 30) e o Miragem(BB 40). O vento NW, porem, nos obrigava a orçar e o balão escolhido não era o ideal. Na saida do Canal, por volta das 14:00, ainda com um NW de uma 15 nos, arribamos para Alcatrazes, enfim andando bem. Depois de uns 50 minutos começamos a ver os barcos mais a barla ter dificuldades com seu balões e resolvemos rápido fazer um peeling e subir o balão de través. Foi na hora certa, pois o Leste entrou forte, uns 17 nós, nos obrigando a forçar a orça para chegar na ponta N de Alcatrazes. Os barcos a nossa volta começaram a ter dificuldade para manter o rumo, com seus balões armados. O Viscaya deu uma forte atravessada e quando se recuperou arribou, o Matrero, já fazendo o seu terceiro peeling, também arribou. O Miragem depois de uma atravessada teve problemas com leme e abandonou a regata. O Chivas mais a frente e o don Quichote mais atras andavam melhor, bem mais orçados sem balão. O Audi e nós mantivemos o rumo, soltando todas as velas e arribando um pouco nas rajadas.
Junto a Alcatrazes o vento apertou e estava difícil de manter o balão, pensamos em subir a genoa, mas acabamos por agüentar. Passamos a ponta N da ilha e arribamos paralelo a costa, o vento L já estava soprando a mais de 20 nós . Um jaibe conturbado e genoa 4 para cima, chegamos no fim da ilha e orçamos de volta para a ponta da sela. Ao caçar a driça de genoa la se foi mais uma catraca agora vamos ter que caçar todas as driças na mesma. Eram 16:30, mantivemos bem alto o angulo de orsa, dessa vez não iriamos deixar, como no ano passado, cair para o lado do continente. A nossa frente estava o Viscaya, o Audi e um 40.7 , atras outro malbec 360 de cruzeiro (com um assimétrico tinha voado no traves para Alcatrases) e o ASA, que tinha tido problemas com o balão, na vinda.
Saindo do arquipélago encontramos um marzão de leste e vento de 20 a 25 nós, em suma um contravento duro, num fim de tarde lindo de sol. O ASA nos ultrapassou por barla, mas mantendo o mesmo ângulo de orsa não conseguia abrir. O Viscaia e o Malbec cairam para o lado do continente enquanto o Audi mantinha um rumo intermediário entre nós e o pessoal que caiu para a terra. O Don Quichote vinha mais atrás.
Muito mar, muita onda e muito vento (rajadas de 25 a 27), água lavando o convés o tempo todo. Todo mundo molhado. Começou a anoitecer e ficamos com uma lua cheia maravilhosa que refletia na água, enquanto mantendo sempre a mesma orsa rumávamos para a ponta da sela. Mantínhamos a proa e a velocidade do ASA, quando já bem próximos dele, ele deu um bordo para fora, mas logo voltou paralelo conosco. Chegamos na boca do canal muito para o lado da Sela e o vento derrepente merrecou. Fizemos um peeling de genoa para genoa 2. O vento mudou para NW, ainda fraco e a proa caiu para o lado do Guaeca. Nisso passou pela nossa proa, como uma sombra saída do nada, o Fatasma II, um veleiro Argentino de 45 pés. Ele subiu um pouco e deu o bordo vindo agora vela esquerda. Demos água e mantivemos o rumo, que tinha voltado a subir, com a entrada do vento do canal (NE). Nesta altura estávamos a 4 milhas da chegada ouvimos no radio que o Jazz estava a uma milha. Vai fazer uma grande regata! Comentamos. Mais alguns bordos de aproximação e vimos vários barcos chegando junto conosco na linha. O ASA passou pelo lado da ilha e tomou a dianteira. Por baixo vinham dois o Audi e o Viscaya e cruzaram repectivamente a 3 e 2 minutos a nossa frete. Nós, em fim, cruzamos em torno das 19:20 . O Don Quichote cruzou uns 15 minutos depois.
Acabamos por ficar em 12º na classe. O Don Quichote acabou corrigindo na frente ficando em 11º . O Audi estragou o supense da disputa parelha, conseguindo cruzar a linha errado e ser desclassificado (uma pena, depois de um longo dia na água), Mas como ele paga para nós, acho que íamos ganhar por pouco de qualquer jeito. O Jazz ficou em 6º, fazendo uma ótima regata e mostrando potencial do Malbec 36 quando nós não o atrapalharmos muito.
Na frente os S40 bateram o recorde do percurso chegando todos muitos próximos com perto de 6 horas e 15 de regata, o Cusy na frente, seguido do Mitsubishi e do Patagônia, mais atrás o Carioca. O Touche, que é o favorito acabou ganhando no corrigido.
A regata não foi boa e para nós se definiu na largada e não conseguimos nos recuperar. Mas continuamos com chances tanto no sulamenricano quanto na Semana. Hoje é Lay day e amanhã começam as barla sotas que são uma outra historia.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

meia noite ao amanhecer


Meia Noite é um trimarã de 25 pés projetado por Arthur Piver, construido em 1965. -Orgulho do nosso tripulante Guilherme Streb. Nesta foto tirada ao amanhecer, quando zarpava de Rio Grande para Porto Alegre, onde correu uma regata no ultimo fim de semana.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

tempestade violenta em Punta del Este
















Na noite de antes de ontem (29 de junho) uma violenta tempestade causou terriveis estragos em Punta del Este e aos barcos lá ancorados. As foto são estarrecedora para quem la esteve ha pouco em clima de regata e de festa.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Esta chegando a RISW 2009 !

Nos preparando todos para uma ótima Rolex Ilha bela Sailing Week, aí vão 2 fotos de regatas na Sardenha por Carlo Borlenghi.









quarta-feira, 17 de junho de 2009

Concerto da quilha do Telefonica Azul





Nas fotos o concerto a toque de caixa da quilha do Telefonica azul. Sorte que aqui o raso no Canal é banco de areia e não pedra !!!!

terça-feira, 16 de junho de 2009

2a Etapa Mitsubishi Cup 2009 "Warm up"
















nas fotos: acima o Touche o grande vencedor e o S40 Patagonia, um show a parte. Nós indo para os Moleques, depois da encalhada. Alguem parece querer ir para casa! O Jazz dando canseira no Loyal. Abaixo, na largada, o Jazz na juria, já camba para S. Sebastão enquanto o Orson no fim da linha larga vela direita



Warm Up? Brrrrrrr!!! Arrghh!!!!



Ontem terminou o wam up da semana de vela, depois de dois dias frios e chuvosos e um com sol, mas gelado e em fim um dia lindo, mas de pouco vento. Nós, com uma tripulação desfalcada e um tanto desorganizada (mea culpa, mea máxima culpa), demos um show do que não fazer na Semana de Vela.
Na primeira regata, foi sorte que a comissão retardou e tinha vento (sul de 14 nós), mesmo assim nós quase não chegamos para a largada, pois surpresa! Estávamos sem diesel e o posto junto ao clube também estava sem.
Fomos velejando para a raia e demos uma boa largada, mas não sei por que cargas d’água resolvemos ficar pelo lado da ilha, onde parecia ter mais vento, mas acabamos por enfrentar uma corrente de ao menos uns tres nós. Vimos que tinha corrente, mas subestimamos sua força. O Jazz, que largou muito bem na juria e cambou direto para São Sebastião e o raso, chegou na bóia 9 minutos a nossa frente. Passamos a fazer então uma regata de recuperação. O barco estava andando muito (casco recém pintado e velas novas), tiramos 2 minutos no popa, depois de um jibe set acertado, aproveitando bem a correnteza do canal. No segundo contra vento, velejando livres e dessa vez para o lado certo, tiramos outros 3 minutos. No ultimo popa, repetindo a mesma tática, tiramos mais 2 minutos. Era o fim da regata. Conseguimos, apesar de tudo, garantir um 4º lugar, ainda 2 minutos atrás do Jazz, ganhando do Loyal, que nessa regata andou muito mal. Ao voltar ao clube (a vela) nossa amarra tinha sido cortada por uma lancha e tivemos que nos amarrar no barco ao lado e esperar o mergulhador recuperar a amarra. Mal amarramos, antes que pudéssemos sair do barco, caiu uma chuva torrencial. Chegamos na canoa de cerveja tarde (já havia pouca) e encharcados.
O segundo dia amanheceu ainda mais fechado e estávamos decididos a ir à forra. O vento continuava de sul de uns 15 nós, mas a previsão era de entrar de oeste e apertar. Largamos junto com o Loyal na juria, mas estouramos os dois a largada (a corrente ainda estava forte, mas tinha diminuído significativamente). Voltamos e cruzamos novamente, vela direita, indo direto para o raso, atrás do Jazz, que tinha largado limpo. Chegamos nele nos bordos no raso do lado de São Sebastião. Estávamos andando mais, acho que nossas velas novas fizeram a diferença, e entramos na bóia quase juntos. Como na véspera, fizemos um jibe set que nos colocou melhor posicionados que o Jazz, que subiu o balão sem jaibar e começamos a abrir. A bóia tinha sido mudada para junto do Pequeá e lá chegávamos com uma boa vantagem, quando antes de jaibar para ela, velejamos para fora da rajada. O Jazz vendo nossas dificuldades, jaibou cedo e encurtou bem a distancia, fazendo a bóia logo atrás de nós. No contravento voltamos a abrir e no ultimo popa mantivemos a diferença, chegando quase um minuto e meio a frente, garantindo outra vez o 4º lugar (dessa vez o ASA estava na raia).
Como previsto, o vento aumentou e virou para oeste, entre as regatas(daí a mudança da bóia) e a temperatura caiu uns 5 graus. Que frio! A largada da segunda regata foi dada com uns 20 e poucos nós de oeste, para fazer 6 pernas curtas, com a bóia bem para o lado de São Sebastião. Nós começamos a nos posicionar. Jaibamos há pouco menos de 1 minuto para a largada. Nesse jaibe, uma distração nos custou a continuidade do campeonato. A genoa não foi caçada a tempo e se enroscou no estai de proa. Buscando safá-la, demos uma caçada brusca e a tala quebrou o headfoil. No momento, no meio da confusão e da irritação de perder o tempo da largada, não vimos o estrago e mesmo atrasados, largamos. Ao subir o balão na bóia e baixar a genoa, percebemos que não conseguiríamos içá-la novamente. Seguimos de balão até a bóia, mas não havia como continuar. Desanimados, abandonamos e voltamos para o clube.
O head foil não tinha concerto! Fizemos uma gambiarra que permitia içar a vela com muito cuidado, mas seria impossível correr uma barla sota. Encomendamos outro para a Semana de Vela. Já sabendo que estávamos fora do warm up, começamos a torcer para que desse ao menos para fazer a regata de percurso, mesmo que a re-içada de genoa nas Canas fosse problemática.
No dia seguinte amanheceu frio, com sol e ventinho de SE. Será que vai ficar ou vai virar para Leste? Para nosso desespero, a juria chegou a ameaçar um barla sota. Não, vai ser o percurso mesmo. Oba!
Largamos vela direita na bóia e depois de passarmos por uma popa, estávamos livres, indo direto para o lado de São Sebastião e o raso (a correnteza tinha aumentado e estava de novo muito forte). O Jazz tinha largado muito bem na juria e seguia a nossa frente, muito bem posicionado junto ao Sony. O ASA, que tinha largado ainda melhor, estava a frente de todos (depois ficamos sabendo que estava estourado). O Touche, o Loyal e os 2 Sotos estavam todos embolados a nossa frente. Éramos os últimos, mas estávamos todos bem juntos. Nos primeiros bordos no raso o Jazz aproveitou seu calado menor para entrar mais e, fora da corrente, começou a levar vantagem sobre os grandes. Nós o seguimos e começamos a encostar. O Jazz ao dar o bordo tocou o fundo, mas não parou e seguiu em frente, de volta para o canal. Nós, depois de passar pela altura onde o Jazz tocou o fundo sem tocar, vimos a profundidade voltar a aumentar e resolvemos seguir em frente, apesar da maré estar ainda baixa, para tentar assim aproveitar ao maximo a correnteza mais fraca do raso. Sabíamos que agora só daria para voltar para o canal bem mais junto ao cais da Petrobras, depois de passados os bancos de areia. O barco andava muito e as rajadas no lado de São Sebastião estavam mais fortes e começamos a ganhar significativamente sobre o Jazz e sobre os barcos maiores. Chegamos até o limite de profundidade da quilha (alguém lembrou que devíamos estar assustando os Prego-aí), já bem em terra e demos o bordo. Estávamos ganhando cada vez mais. Quando chegamos perto dos bancos de areia, já estávamos a frente da flotilha. Agora tínhamos que dar outro bordo para a terra, ir até o limite e ai um ultimo bordo para a saída, depois do ISO. Tomara que a profundidade aí já seja suficiente para sairmos a frente da Flotilha. Era uma aposta arriscada, mas valia a pena. Quando já estávamos para dar o bordo, uma rajada mais a frente nos fez exitar e em um segundo a aposta foi por terra (em todos os sentidos). Encalhamos feio. Os barcos da flotilha foram passando um a um, enquanto nós inclinávamos o barco ao máximo e com a força do vento, tentávamos safá-lo. Umas duas ou três vezes ele se safou e encalhou de novo, até que encalhou de vez e só se movia escorregando de lado sobre o banco de areia. A regata tinha acabado! Ligamos o motor para ajudar e mais ou menos uns 15 minutos depois, em fim nos safamos. A flotilha já ia para lá do Píer da Petrobras. Nós os seguimos agora de longe, no meio de HPEs e da ORC 700. Apenas para aproveitar a velejada, fomos até o Moleque e voltamos de balão até o clube.
Para nós no domingo não haverá regata. Terminando por aí o Warm Up.
O Jazz, nosso irmão gêmeo, fez um ótimo campeonato, garantindo o 4º lugar e mantendo a tradição dos Malbec 36. Para nós, como já disse, o Wam up foi uma ótima oportunidade para experimentar as velas novas (o barco está muito rápido) e para fazer e quebrar as coisas que não podemos fazer nem quebrar na Semana de Vela. Uma espécie de exorcismo. Bem, ao menos assim eu espero!!.