Mostrando postagens com marcador orson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador orson. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Circuito Oceanico da Ilha de Santa Catarina Mitsubishi cup 2010

homem pau na tirada de balão por barla

Orson no contravento.

Subida de balão com outra configuração da tripulação

Tivemos 6 barla sotas divididas em tres dias. A organização para tentar contornar o erro de enviar os orc club menores para outro percurso e inviabilizar a classificação geral da classe, resolveu oferecer premios para a geral da orc club valendo só os barlasotas, mas como não divulgou o resultado geral das regatas, no qual pudessemos comparar os tempos e avaliar as performances relativas, frustrou-se o nosso objetivo em reclamar. Andamos bastante bem em tres das regatas a 4a, 5a e 6a, chegando bem a frente dos dois Skippers (será que ganhamos de algum? qual foi a diferença no corrigido? não ficaremos sabendo)perdendo por pouco para o Angela Star(por 9 segundos numa, 32 segundos noutra e 44 na ultima). Velejamos relativamente mal, errando o lado favorecido na primeira orsa, nas outras 3 regatas, o que é mortal em regatas curtas de 4 pernas com competidores de alto nivel. Cometemos nelas ainda alguns erros de manobra relativamente primarios imperdoaveis e tivemos dificuldade de manter o barco no target speed. Já nas regatas que fomos bem, essas dificuldades foram contornadas e andamos bem, dando boas largadas para o lado certo e conseguindo desenvover velocidade adequada. Mesmo assim perdemos todas as regatas para o Angela Star, que estava muito bem tripulado e timoneado pelo campeão de match race Henrrique Haddad.
Esse campeonato ilustrou como é dificil velejar com barcos de tamanho muito diferente. Nós, o tempo todo, não tinhamos ideia da nossa performance relativa ao Angela Star, só podendo nos guiar pelos instrumentos e por estar correndo junto com dois Skipper 30 muito competitivos, de quem tinhamos que nos livrar e distanciar, para estar andando bem. Com a tripula desentrosada, demoramos para pegar a mão do barco (o primeiro dia de barla sota foi desastroso),particularmente faltou um tripulante que tivesse experiencia de levar a mestra do Orson, que como sabemos é o segredo da velocidade do Malbec 360. Estavamos bem abaixo do nosso andamento em Punta del este.
O campeonato foi lindo, com dias maravilhosos, muito calor, sol e vento medio (só no primeiro dia de barla sota estava mais forte), mas como regata foi uma experiencia bastante frustrante. A tripulação é fundamental e para fazer campeonatos fora precisamos ter mais de uma opção de tripulante, particulamente para o triming de mestra.
Agora voltamos pra ilhabela e dai para Angra para a regata de Caras e para a Semana de Vela de Angra dos Reis no ICAR.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Circuito Oceanico da Ilha de Santa Catarina Mitsubishi cup 2010

largada da regata longa O Angela Star e o Orson

Nicolas, Kalu e Jose Luis vão para a borda logo após a largada

Comte. Ralph no leme do Superluckorson !

Quando estavamos em Buenos Ayres, antes da largada da Buenos Ayres Punta, encontramos com o Comte Ralph e o Jose Luiz Couto, proprietarios dos dois novos Malbec 360 em processo de lançamento - Lucky e Superpimpo. Eles, ansiosos por esperimentar o barco, nos propuseram repetir a experiencia do ano passado e de corrermos o Circuito de Florianopolis com uma tripulação mista dos nossos barcos. O Ralph, junto com sua imensa experiencia, trouxe o seu proeiro no Lucky, o Samuel. Ele egresso do projeto Grael em Niteroi se deu bem com o Dieguinho, do projeto velejar da ilha e juntos dominaram facilmente a proa do Orson. O Dudu na ultima hora fez forfait nos obrigando a agregar ao grupo o Nicolas, um argentino quieto, que tinha feito compania ao Guilherme no transporte do barco desde Punta. O Guilherme continuou a fazer o trimming. Já o estado maior ficou um pouco mais pesado com o Edmar e eu dividindo com o Ralph e o Ze Luis as agruras decisorias e as funções de timão, escotas e secretaria e elevando substancialmente a media de idade e, ainda bem, tambem de experiencia, da tripulação. Assim nos engajamos na aventura catarinense do SuperLuckOrson.

Hoje começou o circuito com a regata de percurso. Até a ultima hora a comissão técnica tinha varias opções de percurso. Por fim decidiu nos mandar, depois de uma volta nas bóias na baia de Jurere e pela costa norte da ilha, para contornar a ilha do Xavier. Os barcos menores foram para as Aranhas. Dessa forma com a flotilha dividida por classe e por tamanho, inviabilizou-se a possibilidade de um resultado geral das classes, ficando essas segmentadas em varias divisões de uns poucos barcos. Essa péssima idéia, criou grande confusão e prejudicou um pouco a competitividade do campeonato.

De qualque forma, tivemos um dia lindo, com vento NE, de uns 14 nós, que em alguns momentos caiu para uns 10 e em outros apertou para uns 17. Largamos bem , junto com o Touche, que logo se distanciou, em direção a uma bóia fora na enseada do Jurere. Quanto chegamos na bóia, já estávamos no meio dos nossos conhecidos Beneteau 40.7.
Fizemos a bóia e voltamos de balão para outra bóia junto a praia e ai, no contravento de novo, para fazer a ilha dos Franceses por boreste. Daí fomos num contravento folgado (ponto de vela mortal para nós de buja) para uma bóia na praia de Canasvieira. Nessa perna o Bijupira e depois o Dourado (40.7s) nos ultrapassaram e o San Chico (trip 33) e o Feitiço (fast395 r), todos de genoa 1, se aproximaram. Daí num contravento apertado até a ponta das Canas. Esses dois barcos ultimos barcos estavam orsando mais doque nós, mas andando menos. Tivemos um primeiro duelo de orsa no qual eles acabaram por nos ultrapassar e levantaram primeiro o balão, para um traves forçado até a ilha do Mata Fome na extremidade da costa norte da ilha.
Quando arredondamos o balão na ponta da ilha, os dois Benetau da escola naval, ainda estavam bem perto. O Feitiço resolveu passar por fora da ilha do Mata Fome, forçando o traves, começando a ter problemas com o balão e se atrasou. Nós e o San Chico fizemos a ponta juntos. Os skippers e o Jilick estavam bem atrás e o Catuana (tor 42R), (que acreditavamos ser da nossa classe mas que passara a pouco para a orc internacional) e o Ângela Star (beneteau 47.7), bem maiores, já iam distantes, bem como o Zeus e o Absoluto.
O vento, que vinha se mantendo acima de 15 nos, caiu bastante. O Sanchico rumou para as Aranhas, que ele devia contornar e nós seguimos em frente no jaibe de fora, onde parecia haver mais vento. A rajada entrou e nós fomos em frente em direção ao Xavier, jaibando para dentro com a rajada. Cruzamos bem perto na popa do Dourado. Tinhamos cortado pela metade a distancia dos dois últimos 40.7. A umas 2 milhas do Xavier jaibamos novamente e seguimos para a ilha no rastro do Dourado. Na aproximação final da ilha começamos a cruzar com a flotilha voltando. O Loyal, o Touche, o Ângela Star, o Zeus, o Catuana, o Sexta feira (antigo Odaya)e o Absoluto. Entramos no canal entre a ilha e os escolhos, tirando o balão e contornando a ilha, logo atrás dos dois 40.7 da escola naval. Vimos novamente o paredão leste da ilha, onde no ano passado com 30 nós de sul, fomos quase jogados por uma onda gigantesca que quebrou no nosso cockpit. Agora tínhamos um lestinho social de 14 nós e um mar de almirante. Iniciamos a nossa volta com um longo bordo para a praia, subindo e colocando no nosso vento sujo o Feitiço, que fizera a ilha logo atrás. Este caiu na nossa sota e nos acompanhou até a praia. Nesse bordo cruzamos com o Fantasma que confusão de percursos tinha errado o dele vindo até o Xavier com os barcos da divisão maior da orc club. O Feitiço chegou na praia antes e deu o bordo passando na nossa popa. Nós chegamos na praia, onde havia uma rajada favorecida e demos o bordo nela, ao mesmo tempo que o Feitiço bordejava de volta para praia. Este dessa vez chegou bem junto a rebentação, aproveitando ao maximo a rajada favorecida, enquanto nós esticávamos demais o bordo para fora. Quando cambamos e fomos de novo para a praia, ele tinha escapado e cruzou na nossa proa.
Daí até a virada da ponta, enfrentando uma forte correnteza de maré, foi um constante duelo de bordos com o Feitiço e este um pouco maior, agora na frente e controlando a posição mais junto a terra, levava vantagem. Já na virada do canto da ilha, demos bordos bem junto as pedras, para escapar da maré, chegando no Feitiço e conquistando a posição de dentro, junto a terra. Já no inicio da costa norte, ele foi para fora passando por fora do ilhote e nos ficamos por dentro velejando paralelo, abrindo um pouco. Algum tempo depois a rajada firmou por fora e o Feitiço começou a nos alcançar, chegando a ponta da praia dos ingleses logo a nossa frente e por fora. Nós chegamos na ponta próximos demais das pedras e tivemos que dar um bordo para livra-las, permitindo ao Feitiço, já de balão, se distanciar. Daí foi uma longa baloada até a ilha dos Franceses e dessa para a chegada, mantendo a distancia dos barcos a frente. Cruzamos as 19 50 com mais de 8 horas de regata. O unico barco de nossa classe, o Angela Star, muito maior, chegou a ponta do Mata Fome bem antes de nós e passou esse ponto crucial do percurso antes da virada da Maré o que permitiu que corrigisse quase 30 minutos a nossa frente.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Circuito atlantico sur rolex cup 2010

3a e 4a Barla Sota

O cancelamento da 2a barla sota, que estavamos em primeiro, e do consequente DNF geral do grupo B da orc internacional, deu certo baixo astral na turma do orson. Estavamos velejando bem, mas isso não estava se traduzindo em resultados e a possibilidade de recuperação diminuia a olhos vistos. Entramos no segundo dia de barla sotas meio desanimados, mas decididos a lutar até o fim. Isso mudaria nessa 6a feira.
O começo não era muito aupicioso, nenhum vento levou ao adiamento de duas horas em terra. A juria, contando com a provavel formação de uma brisa maritima no calor intenso, nos levou para a agua as 14 15. esperamos até quase as quatro, quando entrou a esperada brisa. Entrou de nordeste de uns 10 nos e foi aumentando com o decorrer da tarde.
A primeira regata (4 pernas) foi decisiva, pois foi a virada no clima do campeonato. Largamos bem, por cima de nossos rivais, o Shangai baby, o Max30, o Audi e o Chino. No meio da orsa o Shangai escapou pela esquerda e cruzou a nossa proa. Nós o alcançamos e convergimos no bordo de aproximação da boia de barla, demos o bordo a poucos metros a sua sota e partimos para uma disputa de velocidade e tendo que manter a altura para fazer a boia. Vencemos a disputa e entramos no popa a frente. Subimos o balão em um jibe set e ele logo atras seguiu em frente, trocamos jaibes, sem estabelecer uma vantagem definitiva, até a boia de sota. Chegamos a frente, mas tivemos que ceder agua, pois eles estavam por dentro. Cambamos na popa e depois de cambar novamente na rajada convergimos novamente na mesma situação anterior e vencemos de novo o duelo de velocidade, obrigando-o a cambar para não cair na popa. Convergimos de novo pouco antes da lay line da boia. Dessa vez perdemos o duelo de velocidade. Ele nos ultrapassou chegando antes na boia. Subimos de novo o balão com um jaibe set mantendo o outro jaibe. Depois de um duelo de jaibes o alcançamos na lay line da chegada, onde convergimos com ele. Ele um pouco atrasado, no jaibe vela esquerda e nos na direita em frente a linha. Ele tentou nos orsar para evitar que cruzassemos a linha. Nós imediatamente jaibamos a sua frente e quase atropelando a juria, cruzamos com um segundo de diferença a sua frente.
Ele ganhara a regata no tempo corrigido, mas nós mostramos que não era uma conhecidencia, que os tinhamos dominado na vespera com vento fraco. O orson é um rival temivel numa barla sota. Nos o protestamos pela orsada na chegada quase nos fazendo bater na juria, mas o protesto foi depois considerado improcedente.
O vento tinha aumentado durante a regata para uns 16 nós e torcido um pouco mais para leste e a juria, apesar da hora, resolver fazer outra regata. Viva!! Nós queriamos mais duas para compensar a vespera.
As 18 00 foi dada a largada. Largamos bem, livres, o shangai por baixo e o Morocha e o Chino por cima iam ficando para tras. A regata foi perfeita, chegamos na boia bem a frente dos concorrentes e já a frete de varios barcos que tinham largado 5 minutos antes, com o grupo A. Abrimos ainda mais no popa e continuamos abrindo na volta seguinte. A tripulação eufórica estava acertando tudo. Cruzamos 5 minutos a frente do Shangai, mais longe ainda do resto da flotilha. Foi uma velejada de campeões, pena que meio tardia.
No fim do dia acumulamos um primeiro e um segundo (ja que o protesto não foi bem sucedido) Com isso, feitos os dois descartes, passamos para 3o a um ponto do Chino, ultrapassando o Max 30. O Shangai continuava em primeiro e mesmo ganhando dele ele ainda se manteria em primeiro. Para ganhar tinhamos que ganhar do Chino e este e o Max 30 ganhar do Shangai, possivel pois os barcos da classe são todos de ponta e adversarios perigosos, mas improvavel. O objetivo mesmo era ganhar do Chino, uma missão dificil, pois sendo bem menor, ele veleja atras e leva no rating.

Por Matias Capizzano a Largada da Volta a Gorriti, regata que encerra o campeonato

Volta a Gorriti

O vento de novo demorou para se estabelecer, especialmente por que a regata estava marcada para as 11 00. Duas horas de adiamento e o ventro entrou de NE, inicialmente fraco de uns 8 nós. Largamos todos jutos espremidos entre o cais e a boia no meio do canal da Goriti. Largamos bem, no meio da linha de genoa 1, andando bem, no meio de barcos maiores, em direção a boia no baixo del este, meia milha fora.
Alguns barcos por cima, inclusive o Chino puseram o spi, mas estava muito apertado, estavamos andando igual de genoa. Um beneteau 40.7 aos poucos nos ultrapassou e começou a jogar vento sujo, mas já estavamos perto da boia. Na boia subimos o balão e assim que possivel jaibamos para terra pelo outro lado da Gorriti, atras dos barcos mais rapidos (os S40 ja iam la perto da praia). Junto a Gorriti vimos o Chino, atras e mais a sota, o Max 30 a frente mas bem a sota e o Shangai paralelo conosco e um pouco mais a sota.
Havia mais vento entre a Gorriti e a praia e aos poucos os barcos foram jaibando, jaibamos por terra do shangai, que o tinha feito um pouco antes e seguimos paralelos para a Punta balena nos distanciando dos concorrentes menores. O mesmo Benetau ia conosco no mesmo jaibe, um pouco mais lento, nos forçando a um duelinho de orsa, quando conseguimos afasta-lo e ultrapassa-lo, não sem antes responder a pedidos de "água"!? oferecendo uma garrafa dágua e perguntando - no preferis cervesa?
O vento foi apertando até uns 15 nós a medida que entravamos na baia de Solanas, chegamos na boia e jaibamos nela junto com o Shangai a quem demos espaço. Ele orçou a nossa frente por alguns minutos e cambou antes do lay line da boia em Punta balena. Nós seguimos até o lay line e cambamos. Um pouco atras e a barla cambou o beneteau 40.7 e começou a nos atropelar. Demos um bordo curto para nos livrar dele, mas mesmo assim, bem perto da boia, conseguiu nos ultrapassar e cambou, agora com agua, nos bradando, em vez de agua, a que agora tinham direito, - preferimos cervesa!
Deixamos ele passar e cambamos cobrindo o Shangai, que tinha perdido terreno, assim que este fez a boia e cambou. Seguimos até a praia, e bem junto a ela cambamos, continuando a cobrir o shangai, que tinha cambado mais cedo. Seguimos cambando nas rajadas até a boia da praia mansa, pegando uma ultima favorecida, que nos distanciou mais um pouco da flotilha e seguimos para a chegada junto ao molhe do porto.
Cruzamos um minuto a frente do Shangai. Os outros concorrentes não estavam a vista, varios barcos grandes da divisão A estavam atras. Foi uma boa regata.
Em terra vimos que tinha faltado 45 segundos para ganhar do Shangai que corrigiu em primeiro, garantindo a vitoria no circuito. Nós ficamos em 2o bem a frente do Chino e do Max 30. Com o nosso 2o empatamos em pontos com o Chino e no criterio de desempate ganhamos o 2o lugar no circuito.
Bela recuperação. A tripula motivada recuperou a confiança e velejou muito bem. Mas o Shangai andou muito, eles são muito bons e tem sempre a incognita da quilha que em alumas condições anda melhor que a nossa e que compensa o seu spinaker de tope ainda lhe dando alguma vantagem no rating.
Bom, apesar de pouco vento em relação ao que esperavamos e da pequena quantidade de competidores na classe (mas todos de ponta haja vista que o Audi que o ano passado ganhou o sulamericano ficou em ultimo)valeu a pena.
O Campeonato foi maravilhosamente organizado. A comissão de regatas brilhante. A sua unica falha foi o cancelamento para nossa classe da 2a barlasota, seria de dificil solução (regata menor) dada a disparidade de velocidade dos barcos da orc internacional (o Lola numa regata de 6 pernas de vento fraco chega a mais de uma volta a frente de nos e a mais de uma perna dos concorrentes). Agora é esperar pelo Warm up quando vamos ter um campeonato da Classe Malbec 360 e pela semana de vela da ilhabela para enfrentarmos novamente nossos rivais argentinos.
Maisaaaaahhhhh!!!!!!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Circuito Atlantico Sur Rolex Cup 2010

VIRADA NAS ULTIMAS REGATAS - ORSON VICE CAMPEÃO DO CIRCUITO ATLANTICO SUR DEPOIS DE FERRENHA DISPUTA COM O SHANGAI BABY

Na primeira barla sota, depois de uma disputa ferrenha, o Orson chegou 1 segundo a frente no real, corrigindo em segundo lugar, um minuto atras do Shangai. Na ultima barla sota, com mais vento, o Orson dominou a regata, chegando 5 minutos a frente do Shangai, ganhando a regata por mais de 3 minutos no tempo corrigido. Com isso passamos a ocupar o terceiro lugar no Campeonato.
Hoje na Volta a Gorriti o Orson de novo dominou na agua o Shangai baby e a flotilha, chegando um minuto a frete deste, mas corrigindo em segundo lugar.
Com essa colocação empatamos em pontos com o Chino (OD27), ganhando o segundo lugar no campeonato pelo criterio de desempate.
Parabens Shangai baby pelo campeonato e Parabens ao Orson pela virada e a conquista do vice campeonato.

Amanhã faremos a cronica completa das regatas

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Circuito Atlantico Sur rolex Cup 2010

Barla Sotas

Amanheceu um dia maravilhoso, ainda com vento forte e mar agitado. Ideal para se fazer as regatas programadas na baia de Maldonado em frente a Ilha Gorriti. Quando saímos as 11 00, o vento de SE tinha caído para uns 16 nós e havia muita onda. A largada foi dada em 4 pelotões e nós éramos o 3º. A regata terá 6 pernas de quase 2 milhas cada. Largamos bem, na frente do Shangai baby e do Audi, mas no final da primeira orsa exageramos um pouco para a direita e o Shangai escapou para o outro lado da raia, acertando o lay line direto enquanto nós brigávamos contra a onda e a correnteza para fazer a bóia (vários barcos bateram na bóia tendo que pagar a penalidade). Fizemos um bom popa encostando nos competidores na bóia. Passamos por dentro do Audi e tratamos de fazer o segundo contravento mais pelo meio, marcando o audi e mantendo as posições. Mas o shangai abriu um pouco pela direita e o chino encostou. No segundo popa fomos bem fazendo um jibe set, abrindo do audi e encostando no shangai. No ultimo contavento fomos para a direita até o lay line. Mas dessa vez deu pelo meio e o shangai abriu, o audi passou,fazendo a bóia logo a nossa frente, e vindo de trás o chino encostou. Mais uma vez fizemos um jibe set e agora sem exageros viemos pelo lado mais favorecido da raia. O shangai tinha escapado, mas grudamos no audi com quem descemos trocando jaibes chegando dez segundos atrás, o suficiente para ganharmos no corrigido. O Chino chegou mais do que um minuto atrás mas corrigiu a nossa frente, nos deixando em 3º da classe. Melhor!

Na ultima volta da regata o vento, que vinha baixando, tinha já caído para menos de 10 nós . A comissão depois de relutar um pouco resolveu fazer uma 2ª regata já que o vento parecia ter se firmado nessa intensidade.
Largamos muito bem junto a comissão e desta vez adiante do Shangai e do Audi, que saíram mais abaixo na linha e cobrindo o chino e o morocha que logo tiveram qua cambar para limpar seu vento. Seguimos em frente, No fim do contravento o shangai conseguiu escapar por baixo e cruzou a nossa proa logo antes de chegarmos a bóia de contravento subimos o balão ao seu encalço. O audi tinha ficado para trás, com pouco vento estamos andando mais, mas é duro de segurar os pequeninos chino e morocha e também o Max 3, muito leve. Ficamos brigando com eles por todo o popa. O vento cai para menos de 8 nós e fazemos um peeling para genoa 1 e no segundo contravento começamos a ganhar sobre a flotilha. Até a bóia de barlavento cortamos a dianteira do shangai pela metade e deixamos para trás definitivamente os dois pequenos. No popa passamos o Max 3 e vamos até junto a praia no jaibe oposto o do Shangai e convergimos na bóia juntos, mas ele ainda tem preferência e o deixamos fazer a bóia na frente. Vamos ao ultimo contravento, de novo com a genoa 1, o vento caiu mais um pouco agora são 6 nós e o shangai começa a rolar, parece que a quilha nova não funciona com vento muito fraco. Estamos orsando e andando mais e começamos a passalo por barlavento. Chegamos na bóia de barla em fim em primeiro, colocamos o balão e meio orsados para não perder andamento começamos a abrir. Temos que abrir do Chino , que agora ultrapassou o Shangai e o limite de tempo está próximo.
No meio do popa recebemos a mensagem pelo radio que estourou o limite de tempo e que a 2ª regata da nossa classe foi cancelada. Pó, logo agora que enfim estamos na frente!!!!
Bom ao menos foi bom para o moral. Amanhã é lay day e 6ª tem mais.

Circuito Atlantico Sur Rolex Cup 2010

Circuito Solanas percuso alternativo

Circuito Solanas

Depois da 2ª feira de intervalo para descanso, a previsão para a 3ª feira, primeiro dia de regatas era ruim. Uma entrada de pampeiro de mais de 30 nós estava prevista para a noite, mas, podia acontecer a qualquer momento. Amanhecemos com o porto fechado, chovendo a cantaros e a regata foi adiada para a 14 00, quando com novo boletim metereologico, se definiria o que se fazer com as regatas peogramadas.As 13 00 se definiu que havia tempo para fazer uma regata de percurso curto antes da entrada do vento e resolveu-se relizar o circuito de Solanas.
Largamos todas as classes juntas com vento de S de 12 nós. Largada difícil, com a flotilha espremida contra o molhe do porto. Saímos mal, logo atrás do Shangai baby e do Audi, mas logo encobertos pelo 50 pes América do Sul. Tivemos que dar um bordo para a Gorriti, pra limpar o vento e ficamos um pouco para trás.
Chegando na bóia junto a praia mansa a flotilha cambou e nos próximos minutos se decidiu a tática da regata. Alguns seguiram para fora e outros escolheram o bordo da praia, voltando a cambar. Nós fomos com os segundos para evitar a correnteza e tentar aproveitar o contorno da praia para seguir o mais possível paralela a esta. O Audi e o Shangai seguiram nos cobrindo um pouco mais para o meio, com um pouco mais de vento. O Maria Maria um 40 pes da orc club seguia junto, cobrindo o nosso vento, mas aos poucos conseguimos ultrapassa-lo. Por fim cambamos para a bóia por fora da Punta balena, o vento aumentou um pouco e começamos a andar, passando por fim o Chino (od 27) e o Morocha (IRC), dois barcos menores mas muito rápidos nesse vento.
Muita emoção na bóia pois o Lola (TP52) o Loyal e o Touche vinham já voltando num traves apertado e tinham que passar em rumo oposto pelo mesmo lado da bóia que a flotilha indo. Passamos pertinho por dentro enquanto eles manobravam arribando para o novo rumo. Na bóia da Punta balena arribamos para a bóia dentro da baia de Solanas, mas não dava balão. Chegando lá foi jaibe de traves para traves e saímos grudados nos Audi e mais perto do Shangai, tendo passado o Bachajo. Subimos o balão num traves apertado com o vento já mais forte (14 nós), fizemos a bóia da Punta balena logo atrás do Audi e do Shangai, que arribaram e seguiram em frente, nós jaibamos para a praia achando que este lado estava favorecido permitindo um ângulo melhor, mas foi um erro. O lado de fora tinha mais correnteza a favor e o vento qua aumentou para uns 16 nós aumentou primeiro por fora. O Shangai e o Audi abriram e alguns barcos que tínhamos ultrapassado na baia de Solanas voltaram a nos ultrapassar.
Cruzamos a linha em 4º lugar da nossa classe de 5 barcos. Resultado de novo decepcionante.
Pouco depois de amarrarmos no cais entrou o famoso pampeiro de quase 40 nós, os caras são mesmo bons em metereologia ou tem sorte, deu justo para fazer a regata.
Cabe aqui a menção a enorme redução de concorrentes na ORC internacional e principalmente na 600. O ano passado tinhamos mais de 14 concorrentes e esse ano apenas 5. Grande pare de nossos concorrentes passaram para a orc club e para a irc.
A própria orc internacional 500 está reduzida a metade, com a passagem de varias de suas estrelas para a S40. Nela o espetáculo foi salvo pelo novo TP52 Lola e pelos brasileiros. A S40 em compensação tem uma nova estrela o Negra (tripulação do Swan 45 que correu na ilha) e o Carioca foi alugado pela turma do Mercenário 4, campeão argentina de orc internacional 500, que abandonou a classe. Por outro lado a orc club está tão grande e competitiva que teve de ser dividida em 3 divisões, causando muita polemica por parte dos barcos de rating mais alto que foram relegados a 3ª.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Circuito atlantico Sur Rolex cup 2010

Buenos Ayres Punta "Rumb line"

Buenos ayres – punta del este


Manhã de chuva em Buenos Ayres, mas ao contrários do ano passado, a previsão de tempo é boa para a travessia. Ventos do quadarante norte de 12 a 15 nós, é um traves apertado até Montevideo e um traves depois folgado até Punta.
As 1030 os barcos começam a sair do YCA em direção a bóia 12 do canal do porto, debaixo de chuva, onde será alargada, 5 milhas para fora, pois ha pouca água junto a cidade.
Depois de um curto retardamento a largada è dada com 8 nòs de SE, somos o segundo pelotão.
O primeiro larga sem problemas e chega a nossa vez. Um barco chega cedo na linha e volta. Tenta dar o bordo mas ficou sem leme atravessado a nossa frente nos forçando a desviar, claro que temos outro do outro lado defendendo a posição, somos forçados a fechar a sua passagem e ele bate na nossa alheta com preferência. Ele protesta,e nós protestamos o primeiro. Mas é melhor garantir e pagamos a penalidade logo ao livrar a largada, no que somos acompanhados pelo outro barco protestado.
Bom a largada não foi muito boa, mas estamos andando bem. Um Pirajà comeca a se desmanchar e o SE aumenta para 25 nòs. Rapidamente fazemos um peeling para genoa 4. O barco està voando com o ventão e seguimos em orça folgada em direção ao litoral Uruguaio do outro lado do rio, aproveitando o SE para estar em boa posição para pegar o N da previsão. Algum tempo depois o SE e a chuva acabam e como por encomenda, entra o N previsto e estamos bem posicionados para pega-lo. Damos o bordo junto a costa Uruguaia algumas milhas a leste de Colônia e continuamos no layline de Montevideo. Estamos perto do Malbec 360 argentino Shangai baby, que cruza a nossa proa e camba paralelo. O vento gira um pouco e tentamos subir o balão, mas se pretendemos ficar junto a costa uruguaia, o vento está muito orçado, sendo melhor andar de genoa.
Anoitece, o balão sobe e desce algumas vezes e por fim se firmou de N permitindo uma longa baloada debaixo de um céu coberto de estrelas e trocado bordos com o nosso rival. Já no fim da noite, passando Montevideo, o vento virou para NW e apertou, ganhando o reforço do terral . Nesse traves forçado o Shangai baby, com seu balão de tope e sua quilha nova que lhe dá mais estabilidade, começou a nos despachar, abrindo bastante.
Os grandes chegaram cedo de manhã, ainda com vento terral. O Lola, um novo TP52 modificado, foi o primeiro a cruzar na madrugada, mas foi logo seguido de outros barcos, entre eles o Touche e o Loyal, que acabaram ficando em primeiro e segundo no corrigido.
Durante a manhã voltamos a nos aproximar e mesmo a ultapassar nossos competidores (estavamos usando o shangai como parâmetro), quando o vento caiu antes em terra e boa parte da flotilha ficou parada, já perto da Punta Balena. Nós, ainda com vento, jaibamos para fora, aproveitando o resto de terral para contornar o buraco de vento e a flotilha parada. Passamos a Punta Balena na frente da flotilha com o terral morrendo, aparentemente tinha ainda um pouco de vento fora e imaginando que mais tarde entraria o leste seguimos no jaibe de fora, enquanto a flotilha atrás sem vento ficava no jaibe de terra. Por fim la por umas 11 00 tudo parou e enquanto os últimos barcos grandes cruzavam a linha com dificuldade nas ultimas baforadas de vento, nós por fora, o shangai vários outros por dentro, o audi pelo meio, boiávamos sem vento.
O Leste não entrou e só la por umas 15 00 o ar começou novamente a se movimentar com a formação de uma brisa marítima mas esta começou entre nós e a terra, pegando primeiro o Audi que estava pelo meio e depois os barcos que estavam por terra. Nós depois de 28 horas de uma regata disputadíssima, a menos de duas milhas da chegada, assistimos nossos competidores um a um passarem por nós e cruzarem a linha enquanto as rajadas de brisa marítima teimavam em não chegar até nós. Cruzamos por fim com 29 horas e sete minutos de regata corrigindo meia hora atrás do shangai e 40 minutos atrás do Audi. O pequenino Chino, que também estava por terra, ganhou de nós todos.
A Regata foi muito boa, em condições metereologicas ideais, mas com um resultado decepcionante para nós. Estivemos o tempo todo disputando em igualdade de condições. Acertamos todas as decisões táticas até que erramos a ultima e decisiva velejando para fora da zona da brisa marítima.
Bom hoje é layday, a tripula esta relachando um pouco, o moral está alto e estamos nos preparando para as barlasotas e os percursos aqui de Punta.
Os outros brasileiros fizeram bonito. O Touche e o Loyal dominam a orc int 500 e o viva pegou 3º na Orc club A.
.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Circuito Atlántico Sur Rolex Cup 2010


Circuito Atlántico Sur Rolex Cup 2010

E lá vamos nós de novo. Maisaaaaahhhhhh!!!!!!!!!

Fuente info YCA

CIRCUITO ATLANTICO SUR ROLEX CUP 2010

Se inició la cuenta regresiva hacia el día tan esperado para el comienzo de este Circuito, considerado el evento deportivo de yachting más competitivo de nuestro medio, organizado conjuntamente por el Yacht Club Argentino, Yacht Club Olivos, Yacht Club Punta del Este y Yacht Club Uruguayo y que cuenta con el auspicio principal de Rolex.

El Circuito comenzará el sábado 16 de Enero de 2010, a las 12.00 horas, con la partida de la tradicional regata Olivos/Buenos Aires – Punta del Este y la actividad continuará en Uruguay el martes 19 de Enero con 2 recorridos Barlovento – Sotavento en la Bahía de Maldonado, el Circuto la Barra el Miércoles 20, otros 2 Barlovento – Sotavento el Viernes 22 y para finalizar Vuelta Gorriti el Sábado 23.

Participarán en estas regatas barcos medidos en las Fórmulas ORC Internacional, ORC Club, IRC y la nueva Clase S 40 OD que en esta edición tendrá a 5 barcos y serán también importantes protagonistas del Circuito Rolex 2010, que sin dudas será muy competitivo por el nivel de los barcos y tripulaciones que habitualmente corren. Al momento se han inscripto 73 embarcaciones.

Debemos destacar especialmente la importante participación que tendremos este año con barcos de Brasil, habiendo confirmado su inscripción el TOUCHE, ORSON, VIVA, RED LOYAL, MITSUBISHI Y CARIOCA estos dos últimos de la Clase S 40 OD.

También correrá su primera regata el nuevo barco de Alberto Roemmers, el “LOLA” un diseño muy veloz de Javier Soto de 52 pies.

El Circuito Atlántico Sur Rolex Cup junto con la Rolex Ilhabela Sailing Week formarán el XIV° Campeonato Sudamericano Oceánico de las Fórmulas ORC Internacional y O.R.C. Club 2010 organizado conjuntamente por el Yacht Club Argentino y el Yacht Club de Ilhabela.

En lo que respecta a las actividades sociales el Viernes 15 a las 19.30 horas el Comité Organizador llevará a cabo la Reunión de Capitanes, el Jueves 21 a las 12.00 horas en el Yacht Club Punta del Este se realizará un cocktail para los capitanes, navegadores, autoridades y auspiciantes, este mismo día por la tarde se entregarán los premios de las regatas corridas en Punta del Este hasta ese momento en el parque del Yacht Club Punta del Este y el Sábado 23 a las 21.00 horas se llevará a cabo la Entrega de Premios final en el Hotel Conrad..

Toda la información del Circuito Rolex podrá consultarla en la web www.yca.org.ar

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Orson em Benos Ayres

foto por Diego Castilho Orson no YCA

Hoje a 6:00 o Orson amarrou no cais do YCA, depois de 7 dias de mar com escalas em Floripa e Rio Grande. Pela terceira vez, em seus dois anos de idade, o Orson está em Buenos Ayres. Agora, como em janeiro de 2009, para correr o Circuito Rolex do Atlantico Sur. O Comandante Guilherme Streb, que levou o barco em todas as suas viagens, está de parabens, bem como os seus tripulantes, Dudu na primeira vez e Diego Castilho, o "Remilton", nas ultimas duas.
Agora é deixar tudo pronto para a largada da Buenos Ayres- Punta dia 16.01.2010.
Até lá!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Regata Santos Ilhabela 2009

A foto de Carlo Borlenghi é da Sardenha, mas faço votos para que sejamos brindados com um dia igual.


Regata Santos Ilhabela

Pela primeira vez em muitos anos, institui-se uma nova regata oceânica (as últimas foram a Alcatrazes por Boreste e a volta a Ilhabela)com boas chances de colar. Vem aí a Regata de Vela Oceânica Santos-Ilhabela.
A largada será no dia 29 de agosto, ao meio-dia, na Ponta da Praia, em Santos, com chegada na Ponta da Sela, em Ilhabela. Com um percurso de mais de 50 milhas em uma região do litoral muito nossa conhecida, pois é o mesmo da primeira parte da Santos-Rio, coloca a nossa flotilha novamente em contacto com o mar aberto, em preparação para este clássico da vela oceânica. Esperamos que as condições metereológicas ajudem.
A organização é das prefeituras de Santos e Ilhabela, Marinha do Brasil e Yacht Clube de Santos (YCS). A data do evento, neste ano, acabou coincidindo com o Campeonato Paulista em Ubatuba, cuja semana tradicional costuma ser no 1º semestre, dividindo a flotilha. Na próxima edição seria bom fazer com que as datas dos eventos evitassem essa coincidência e com a tradicional Semana de Vela de Niterói, que normalmente é o clássico circuito oceânico do 7 de setembro. A chegada dos velejadores a Ilhabela deverá coincidir com o 14º Festival do Camarão e a premiação será realizada no domingo (30/8), no espaço destinado ao festival, na Vila.

O Orson estará lá! Espero que na frente.

sábado, 7 de fevereiro de 2009




December 22, 2008

---------------------------Nas fotos Orson 3 delta 32 e o Orson Sk30

O Orson, é a minha história de velejador de oceano. A minha história e a de todos os companheiros, que me seguiram nessa aventura de aprendizado e dedicação ao mar e as experiências únicas que ele proporciona.
Eu já fui um velejador de Pinguim, de Hobbie Cat, por pouco tempo, de Lightning e proeiro de Soling; mas um dia resolvi buscar a experiência da autosuficiência e do espírito de equipe na vela de oceano. Inseguro, comecei pequeno, com algo que me parecia familiar, um monotipo com todas as características de um pequeno oceano, um Microtoner, para dessa forma criar a base de uma tripulação. Especialmente, com ele, eu podia velejar na minha velha conhecida, represa de Guarapiranga. Nasceu assim o primeiro Orson.
Comecei com um companheiro do Yate Clube Paulista e minha antiga proeira de Hobby Cat. Logo depois, encontrei o meu primeiro cúmplice nesta aventura. O Barão, meu velho amigo e companheiro de Hobby Cat, que também estava se lançando em uma carreira de oceano, que viria, mais tarde, a levá-lo ainda muito mais longe.
Velejamos 3 anos juntos no Orson-Microtoner, com relativo sucesso, sempre entre os primeiros, mas sem nunca ganhar um título. O Barão acabou indo para a IOR e para as longas travessias. Eu acabei por vender, o pequeno Orson, para um amigo. Ele continuou, ainda por muitos anos, com o mesmo nome, fazendo uma carreira de sucesso na represa com o novo proprietário.
Dois dos 4 Campeonatos Brasileiros corridos pelo pequeno Orson, foram na Ilhabela, reavivando em mim o chamado do mar. O próximo Orson tinha que ser um veleiro de oceano de verdade. Assim que consegui os meios comecei a procurar um barco que atendesse esses meus anseios. Assim nasceu o Orson 2, um Aruba 28.
Procurei novamente meu antigo cúmplice, o Barão, que, com seus filhos, alguns amigos e minha mulher, formamos a tripulação. Começamos na RGS. O barco era difícil. As vezes andava muito (com vento forte) e as vezes era uma poita. A nossa tripulação familiar ainda estava aprendendo a regulá-lo e manobrá-lo. Para ajudar os "donos da regra", naquele ano, inventaram que leme externo era parte da linha d'água, prejudicando o rating do barco. Mas foi muito divertido.
Neste ano, passeando com o Orson 2, vi o amor que ia me envolver pelos próximos 7 anos da minha vida: o Delta 32. Estava pego! Enquanto não comprei um, não tive sossego. Um ano depois nascia o Orson 3.
O Orson 3 teve uma longa carreira. Primeiro 4 anos intensivos de regatas na IMS cruzeiro depois ORC club. Velejamo com o Barão de skipper e alguns novos tripulantes talentosos substituiram os membros da familia. Nesse quatro anos sempre estivemos disputando os primeiros lugares e com algumas importantes vitórias. Conquistamos o vice-campeonato paulista em 1998 e 1999, sendo que neste último ano o Orson perdeu campeonato no desempate. Depois, mais 3 anos de cruzeiro e regatas eventuais em Angra dos Reis e no Rio de Janeiro. Tendo sido nesse periodo vice-campeão na Semana de Vela de Angra dos Reis de 2001.
Em 2004 o Orson3 era o mais antigo delta 32 ativo e decidi trocá-lo por um Skipper 30, um barco bem mais moderno. O problema é que não havia ainda nenhum Skipper 30 construido e a fábrica me entregou um Skipper 21 para aplacar a ansiedade da espera e assim nasceu o Orson Jr.
O Orson Jr. era uma delícia de barco de regata. Velejamos com enorme sucesso na ORC club 700 por 2 anos. Em 2005 nós dominamos todas as regatas da ORC 700 em São Paulo e apesar de abalroados pelo Viva, no penúltimo dia de regata, ainda conseguimos o 3º lugar na Semana de Vela da Ilhabela. No Campeonato Brasileiro da ORC em Angra em 2006, no qual eramos os favoritos da ORC 700, chegamos consistentemente a mais de 1 minuto na frente do segundo colocado nas regatas barla sota e a mais de 5 minutos na longa, para perder por um problema de medição. O Orson Jr, que em 2005 já tinha sido vice campeão da ORC 700, acabou por repetir o resultado tornando-se assim vice- campeão brasileiro da ORC700 em 2006 .
Enfim, em 2006 o Skipper 30 chegou! Veio em "kit" e foi montado na Ilhabela pelo meu novo parceiro - o Edmar, o seu amigo e conhecido velejador Jose Fernades (Dede para os intimos) e pelo Waltinho marceneiro, ficando pronto na véspera da Semana de Vela de 2006. Assim nasceu o Orson SK30.
Em 2006 e 2007 a tripulação do Orson fez uma intensa campanha na classe ORC Club nesse Skipper 30. Participou, uma semana depois de inaugurado, da Semana de Vela de Ilhabela de 2006, conquistando a fita azul de sua classe na Regata Alcatrazes por Boreste.
Destacou-se também no Circuito Rio de 2006, obtendo o 3º lugar na regata Santos-Rio (edição famosa pela quebra de recordes).
Em janeiro de 2007, foi o único barco brasileiro a participar do Circuito Atlântico Sur Rolex Cup obtendo 2º lugar em sua classe e tornando-se um dos favoritos para o título de Campeão Sulamericano (ver neste mesmo blog o posting Orson em Punta 2007), que veio a conquistar ao obter o 3º lugar em sua classe, na Rolex Ilhabela Sailing Week em julho de 2007.
No retorno do Uruguai, correu o Circuito de Vela Oceânica da Ilha de Santa Catarina, ficando em 3º lugar.
Sagrou-se ainda vice-campeão brasileiro de sua classe, numa disputa acirrada com o veleiro carioca Lucky, com etapas na Semana de Vela de Angra dos Reis, Rolex Ilhabela Sailing Week e no Circuito de Niterói.
Em novembro de 2007, correu o Circuito Rio e a regata Santos-Rio, conquistando o 4º lugar.
Em fevereiro de 2008, o Orson Skipper30, venceu em sua despedida, a Regata de Caras em Angra dos Reis, com direito a participação na conhecida festa na Ilha de Caras e a badalação que a acompanha.
Em abril de 2008 iniciamos uma nova fase recebendo o novo Orson, um moderníssimo Malbec 360, com o qual vamos competir na ORC Internacional, com a nata da vela de oceano brasileira e platina e cujas regatas poderemos acompanhar nos outros postings desse blog.

Posted by Trap